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Ao falarmos com alguns dos anciãos desta ilha, e percorrendo o arquivo fotográfico do Ecomuseu do Corvo, apercebemo-nos da importância que teve, e tem, a chamada economia do porco, fornecedora dos aportes de gordura e proteína para a sua população. A suinicultura foi desde sempre uma das bases da dieta alimentar dos corvinos, sendo que a utilização do porco na sua alimentação estabelece conexões entre a memória dos seus habitantes e a gastronomia, presente na maioria dos lares do Corvo na atualidade. Segundo Maria de Fátima Jorge, "Há 100 anos atrás os porcos eram mortos nos três dias que antecediam o Natal que era para as pessoas terem a carne fresca no dia de Natal (...) os homens do Corvo começavam a matar os porcos lá em cima no Maranhão e acabavam lá em baixo (...) coitados eles tinham muito medo de fome (...) Aprendi a fazer as "couves da braça" com a minha mãe e a minha avó, isto vinha de geração em geração e não tem ciência nenhuma (...) a carne de porco é morta, salga-se... naquele tempo eram em grandes talhas (barças) e só se comia 8 dias depois de ser salgada." (Cf. TASTE. Episódio 26. Memórias e vivências da alimentação na ilha do Corvo). As "couves de barça" são uma refeição característica do inverno corvino, calórica e bastante salgada, composta, na sua essência, por uma mescla de caldo de couves e sopa de carne. O prato é feito à base de carne de porco; toucinho, chispe, joelho e orelhas, fruto do dia da matança. A estes ingredientes juntam-se as couves aferventadas, sendo acompanhado com pão de milho, de batatas da terra e doces. O termo "Barça" relaciona-se com o recipiente, assim designado, onde se guardavam os produtos conservados em sal. Também nomeadas por "couves da matança" ou "couves de fervedouro" como menciona Augusto Gomes no seu livro "Cozinha Tradicional Açoriana": "Põe-se ao lume uma panela com água, temperando-se de sal e cebola e quando a água começa a ferver deitam-se a cozer chouriço e toucinho, e quando estes estão meio cozidos, deitam-se então couves picadas e batatas aos quartos, sendo grandes e inteiras, sendo pequenas. Esta sopa era geralmente comida com pão de milho, servindo o chouriço e o toucinho de conduto. Havia também quem migasse sopas de pão de trigo caseiro." (Gomes, 2019: 319.)". Vídeo produzido no âmbito do trabalho de campo realizado pelo projeto TASTE Taste Azores Sustainable Tourism Experiences. A recolha e registo desta manifestação, foi efetuada em parceria com o Ecomuseu do Corvo e a Associação Corvo Vivo. TASTE é um projeto desenvolvido pelo CEEAplA (Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico) e pelo CHAM - Centro de Humanidades da Universidade dos Açores, com a colaboração da Direção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores. Projeto com o apoio do PO Açores 2020 ACORES-01-0145-FEDER-000106. #TASTE #azores #azoresislands #azoreswhatelse #Açores