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Alguma vez eu pensava que este ano ia marcar presença neste evento? No way disse eu há uns meses quando só pedalava na carroça de Freeride. Ter adquirido a "bitch", bem mais leve e ciclável e ser desafiado pelos riders com quem costumo pedalar em Sintra fez-me reconsiderar e decidi meter pernas à obra! Reunimos em Azeitão à hora marcada. Com os cumprimentos dados e com uma torta no papo deixámos partir a massa de BTTistas e depois lá fomos nós no relax. E no modo relax foi como encarámos todo o passeio, por isso é que partimos cedo e só regressámos com o sol posto. Houve muitas paragens para filmagens, ver as vistas, abastecer e o pior de tudo: todo o tipo de avarias. A sorte é que cada um percebendo de uma coisa conseguiu-se dar a volta às avarias sem ter de abandonar. Optei por fazer um desvio nos primeiros km's pelo trilho da falésia porque o track do evento passava mesmo ao lado. Na falésia houve a primeira avaria: pneu furado. É daquelas para as quais ainda uma pessoa anda prevenida. Já em Sesimbra, o trilho do castelo é sempre divertido de se fazer e não foi excepção. Lá na zona da praia no entanto também havia diversão à nossa espera pois esta malta entretém-se com qualquer coisa. E quando essa coisa são degraus, melhor! A subida por Sesimbra teve um momento engraçado quando demos conta que íamos passar dentro de um estacionamento. No entanto a meio da subida ouvi um "CLICK" estranho. A bike leva tanta cacetada que é normal que estale qualquer coisa de vez em quando. E quando quis meter mudanças atrás? Pois é, aquele estalinho que não parecia nada era a mola do desviador traseiro partida. O cabo puxava mudanças para cima mas a mola que as puxa de volta para baixo partiu. Shit! Com uns toques aquilo ia dando para escolher uma mudança próxima da ideal e consegui andar algum tempo enquanto íamos pensando na resolução. Estávamos com ideias de meter um pedaço de câmara de ar a fazer de mola mas surgiu uma ideia melhor que foi "remendar" a mola partida com braçadeiras unindo-a de volta ao desviador. Resultou, fantástico! Tinha 80km pela frente com um arranjo artesanal. O próximo destino era o Portinho onde abastecemos de água e parámos para almoçar a ver as babes na praia. E depois subir o Creiro de barriga cheia... queimámos logo metade do almoço. A passagem pelas praias foi agradável mas mais à frente começavam os grandes desafios. Tudo até ali tinha sido coisas para meninas. Nem quero falar das subidas que apanhámos porque eu gosto é de circular no sentido inverso a elas... lol. Mas posso dizer-vos ue nunca a subida da vigia me pareceu tão fácil comparando a muitas paredes que tive de trepar montado na bike neste evento. Estava a começar a ficar animado porque nos aproximávamos do DH das antenas, yeeeahh! Fui fazer reconhecimento da primeira parte da pista para ver o estado dos saltos e siga por ali abaixo. Agarrei-me mais aos travões do que é costume porque sem levar protecções não convém abusar da sorte. O Miguel teve a pior avaria do dia e com esta pensámos que à terceira é de vez. Saltou um parafuso ao cleat do sapato e não conseguia desengatar o pé do pedal. Depois de tudo, na recta final é que abandonávamos? Não. Descalçou o sapato que ficou agarrado ao pedal... Primeiro foi uma guerra para conseguir desengatar aquilo do pedal. Depois quando se conseguiu, e agora onde é que há parafusos? Depois de olhar para as bikes lá tivémos a brilhante ideia de ver se um dos parafusos da grade de bidon dava. Era perfeito! E assim safámos mais uma avaria sem abandonar o evento. O resto do percurso foi feito já com os minutos contados pois o sol já ameaçava esconder-se no horizonte e pusémos o pé na chapa para chegar rapidamente ao vale da rasca atravessando a serra do Louro e o Alcube. A encomenda estava lá à nossa espera e esta foi onde rogámos pragas à organização do evento! lol. Mas foi papada. De bike, a pé, de gatas, às cambalhotas... mas fez-se. O trilho maravilha já não tem o mesmo encanto desde que desbravaram parte do terreno para recolha da cortiça. E feito já com pouca luz ainda menos maravilhou neste dia. Já tínhamos a água racionada até ao final do passeio entre todos mas lá encontrámos um senhor num quintal a caminho que teve a gentileza de nos oferecer água para acabarmos os últimos km's que restavam sem andar às secas. Depois de tudo o que se subiu hoje, até mesmo já no final e com fadiga, subiu-se o fim do mundo como se fosse galgar um passeio. Realmente quando se faz algo bastante mais difícil a nível técnico, o que aparece de mais fácil de seguida é "peanuts". Restava-nos acabar em grande pelo single da califórnia e terminar não com a cereja no topo do bolo mas com mais uma torta de Azeitão no topo da mesa. Obrigado aos aventureiros com quem partilhei este desafio épico.