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Racismo nem sempre grita. Muitas vezes, ele começa no olhar e chega antes de qualquer palavra. Foi o que relatou Mayres Limeira, ao explicar como pessoas negras não precisam se apresentar para serem alvo: “Quem está propenso a sofrer racismo não precisa se apresentar, basta chegar.” Mayres descreve que, em determinados ambientes, a presença negra é lida de imediato por quem carrega preconceito. E isso muda tudo. Enquanto uma pessoa só é reconhecida como advogada quando diz que é, uma pessoa preta é identificada como preta no primeiro segundo e, se houver alguém racista por perto, a violência pode vir de cara. Ela conta que aprendeu, inclusive, a se impor com a própria imagem. Andar arrumada, com presença, não por vaidade, mas como estratégia de sobrevivência e respeito em espaços onde o preconceito costuma ditar regras silenciosas. O episódio mais duro aconteceu em um shopping na capital da Paraíba. Mayres e a irmã, ambas mulheres negras, perceberam que estavam sendo seguidas por uma funcionária. Muita gente entrava e saía, mas apenas elas eram vigiadas. O detalhe que ficou marcado: naquela época, Mayres usava o cabelo natural, cacheado, estilo black. A sensação foi de constrangimento crescente, até o ponto de a funcionária parar, de braços cruzados, apenas observando. Do lado de fora, o corpo finalmente reagiu. Ela chorou. E a dor não era só pela perseguição. Era também pela paralisação. Mesmo sendo advogada, mesmo atuando na luta por direitos e integrando espaços de combate ao racismo, ela não conseguiu reagir no momento. Depois, ao procurar a administração, as imagens confirmaram o que elas viveram, e providências foram tomadas. O relato de Mayres escancara um Brasil onde a suspeita tem cor, onde a vigilância escolhe alvo, e onde a violência pode ser sutil, mas nunca pequena. Porque, para muita gente, o racismo não espera explicação. Ele acontece na chegada. Se você quiser, eu adapto para um formato mais “carrossel” (frases curtas por slide) ou para Reels (texto de legenda mais direto e emocional).