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Coleção 90 Por Claudeci Andrade 1 Quando a liberdade é concedida apenas para ser punida, a autonomia vira encenação, a autoridade revela seu vazio ético e a educação se reduz a um sadismo burocrático que fabrica conflitos para manter o controle. 2 Quando o desvio ético é travestido de patologia, a responsabilidade se dissolve, a moral cede lugar à conveniência clínica e o cinismo institucional absolve escolhas que deveriam responder à justiça. 3 Quando a cooperação é exigida pelo medo, recusar o ritual opaco deixa de ser avareza e se torna ética: resistência lúcida à docilidade do rebanho e à solidariedade imposta pela coerção. 4 A loucura consciente, ao habitar a margem, rompe a inércia da normalidade, expõe a fragilidade dos consensos fabricados e transforma o estranhamento em gesto político contra a obediência automática. 5 Quando a autoridade se desmaterializa na tela, o corpo que sustentava a empatia desaparece, o professor torna-se arquivo vigiável e descartável, e a tecnologia apenas revela — como catalisador — a fragilidade de um poder que só se mantinha pela presença. 6 Sou difícil de ser manipulado. Aviso aos narcisistas: sou como fogo em monturo; profundo e discreto. Vou onde há combustível. 7 Escolher o tempo lento é um gesto de rebeldia: ao sustentar o esforço e o silêncio, o sujeito retoma a soberania sobre si contra a pressa do espetáculo. 8 Quando o afeto é saturado pelo espetáculo, a indignação vira reflexo automático e a agressão, paisagem banal sem peso moral. 9 Quando a tela simula intimidade sem presença, o outro vira abstração, e a agressão passa a ser um gesto de afirmação livre do peso da empatia. 10 Quando a atenção é viciada em estímulos intensos, o tédio vira defeito e a leitura lenta se torna insuportável, aprisionando o pensamento na caça incessante por novidades rasas. 11 Quando o saber depende da euforia, o pensamento perde profundidade: aprende-se a consumir estímulos, não a sustentar o silêncio que transforma a consciência. 12 Quando o controle falha, a autoridade só se sustenta se nascer da ética partilhada; sem esse pacto, resta à educação encenar poderes vazios diante do mundo digital. 13 Ao trocar o corpo pelo registro, a mediação digital desloca a suspeita da presença para a prova, convertendo a vigilância moral em controle documental. 14 Quando a vigilância se torna difusa, o professor já não ensina: administra o medo, autocensura a palavra e troca a liberdade pedagógica pela sobrevivência simbólica. 15 Quando a educação troca o saber pela aparência, resta um teatro institucional que forma obedientes certificados, não consciências transformadas. 16 A autoridade do professor governa os corpos na sala, mas sua razão obedece fora dela: sob a máscara do “guardião”, resta-lhe a performance do poder, não o poder de decidir. 17 Quando a gestão se estetiza, a educação vira vitrine: a imagem encena sucesso, oculta a precariedade e substitui a aprendizagem real por aprovação cenográfica. 18 Onde falta gestão democrática, o poder se cristaliza em hierarquias arcaicas: o diálogo cede à punição, a participação é silenciada e a escola passa a formar obediência, não cidadania crítica. 19 A autoridade legítima nasce do reconhecimento livre da competência e do carisma, enquanto o poder meramente hierárquico impõe obediência por medo e revela sua fragilidade diante do talento alheio. 20 Quando a burocracia vira instrumento de retaliação, a norma deixa de garantir igualdade, a impessoalidade é corrompida pelo rancor privado e a legalidade passa a depender da afinidade com quem manda.