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Na escola de pintura italiana, o olho está fora do quadro, traçando uma perspectiva que organiza o mundo. O naturalismo renascentista repercute numa imitação da percepção natural por meio do quadro. O olho é a janela da alma e o mundo espelha essa alma na medida da representação. O pintor italiano se coloca, assim, como aquele que constrói a medida áurea de uma natureza harmônica da qual o olho humano participa. A passagem para a escola holandesa de pintura se caracteriza pela imersão do olho na tela. O olho passa a habitar os objetos e o quadro deixa de ser o lugar da representação da alma, para se tornar ele próprio expressão do mundo. O olho nas coisas implica, também, a inscrição da própria pintura na elaboração do mundo. O pintor não mais mede e representa o mundo, mas se mistura com ele, como a criatura à criação. Em termos de luz, a passagem da Itália à Holanda na pintura envolve a transição da primazia da lux à lumen, isto é, de uma luz transcendente que ilumina a realidade para uma luz imanente que mana das coisas mesmas, uma consciência-luz difusa. Esta aula discute os aspectos filosóficos da transição entre a escola de Botticelli e Leonardo para a da Vermeer e Rembrandt. Com isso, introduzimos o conceito de imagem-percepção objetiva que guiará, na próxima aula, a exploração do cine-olho de Dziga Vertov. Esta é a vigésima quarta aula (24/42) de Bruno Cava sobre o livro "A imagem-movimento" (Cinema 1), de Gilles Deleuze. Se curtiram, não deixem de seguir o canal. E também no Facebook ( / grupohorazul ) e no Instagram ( / canal_horazul . -- Bibliografia: Henri Bergson, "Matéria e memória", 1896. Henri Bergson, "A evolução criadora", 1907. Henri Bergson, "A energia espiritual", 1909. Henri Bergson, "Duração e simultaneidade", 1922. Gilles Deleuze, "A imagem-movimento", 1983. Gilles Deleuze, "A imagem-tempo", 1985. Heinrich Wölfflin, "Conceitos Fundamentais da História da Arte ", 1915. Laurence Gowing, "Vermeer", 1952. Michel Foucault, "As palavras e as coisas", 1966. David Charles Lindberg, "Theories of vision from Al-Kindi to Kepler", 1976. Gilles Deleuze, "Spinoza e as três Éticas", in Crítica e Clínica, 1993. Filmes (fair use, excertos): "O homem com uma câmera", URSS, dir. Dziga Vertov, 1929. "A moça com brinco de pérola", Reino Unido, dir. Peter Webber, 2003. Música (fair use, excertos): Yann Tiersen, "Comptine d`un autre ete - l`apres-midi", do álbum "C'était ici", 2002. Ludwig von Bethoveen, "Sonata para piano n.º 14, Op. 27 n.º 2", ou "Sonata ao Luar", 1802. Pinturas (fair use): Escola italiana: Rafael Sanzio (1483-1520) e Sandro Botticelli (1445-1510). Escola holandesa: Johannes Vermeer (1632-1675). Diego Velázquez, "As meninas", 1656. -- Professor e edição: Bruno Cava Câmera, som e cenário: Luiz Felipe Teves Supervisão técnica: Julie Nunes