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Aquando do trabalho de campo realizado na ilha de Santa Maria, fomos visitar a “Cagarrita” uma pequena empresa, na área da panificação, que tem como objetivo apostar nos produtos e receitas tradicionais, com o propósito de dar conhecer a memória gastronómica mariense às novas gerações e, neste sentido, falamos com Rosa Cabral, proprietária desta empresa, sobre a “Rosca do Espírito Santo”. Em tempos não muito recuados, na infância da nossa interlocutora, esta iguaria era confecionada por altura do Pentecostes, durante o período do Espírito Santo, juntamente com o pão da mesa, o pão leve, o bolo do ajudante e o biscoito de orelha. Todavia, nos dias de hoje, e em qualquer altura do ano podemos encontrar este acepipe nas superfícies comerciais da ilha de Santa Maria. A rosca de Santa Maria enquadra-se na tipologia do pão doce, elemento marcante da culinária associada ao calendário litúrgico, apresentando-se com o aspeto de trança ou corda torcida. Os ingredientes principais que a compõem são a farinha de trigo, a banha de porco, açúcar, os ovos e manteiga. No que respeita à origem desta tradição, não possuímos dados concretos, porém devemos ter em atenção a importância da festividade em honra do Divino Espírito Santo nos Açores, particularmente na primeira ilha a usufruir do processo de povoamento. Muitos autores remetem para este período a prática de um conjunto de manifestações gastronómicas preservadas até aos nossos dias. Aos rituais religiosos agrega-se o profano, como marca da evolução dos tempos que demonstra a força identitária dos açorianos, transpondo as barreiras do território insular através da diáspora, seja no Brasil, nos Estados Unidos da América e no Canadá. Nestas festividades a alimentação surge como um elemento central e agregador, sendo através do alimento que é demonstrada a devoção religiosa, marcada pelas promessas realizadas pelos indivíduos da comunidade. Segundo João Leal “O dispêndio alimentar requerido pelos festejos é encarado, quer pelos seus promotores individuais — imperadores e mordomos — quer pelo conjunto da comunidade, como uma forma de pagamento de promessas individuais e de garantia da proteção divina”. O autor ainda acrescenta que “começando por circular num âmbito restrito, ligado às relações sociais próximas de cada imperador ou mordomo — parentes, vizinhos, amigos — o alimento opera antes do mais como um instrumento de reiteração dessas relações sociais” (LEAL, 1994: 259). Forma de citar o texto: CHAVES, Duarte Nuno. 2022. “Rosca do Espírito Santo” in: TASTE - Taste Azores Sustainable Tourism Experiences. Vídeo produzido no âmbito do trabalho de campo realizado pelo projeto TASTE. TASTE é um projeto desenvolvido pelo CEEAplA (Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico) e pelo CHAM - Centro de Humanidades da Universidade dos Açores, com a colaboração da Direção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores. Projeto financiado pelo PO Açores 2020 ACORES-01-0145-FEDER-000106. #TASTE #azores #azoresislands #azoreswhatelse #Açores