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⛔ESSA HISTÓRIA E GRAVAÇÃO DE IMAGENS FOI FEITA PELO CRIADOR DO CANAL UMA BELA HISTÓRIA. NÃO AUTORIZO UTILIZAR MINHAS HISTÓRIAS ⛔ Sabe… eu passei a vida inteira ouvindo que família é tudo. Que a gente precisa estar junto, se apoiar, se amar… Que pais fazem sacrifícios pros filhos e que irmãos são nossos primeiros melhores amigos. Isso é bonito nos livros, nos filmes, nas propagandas de margarina. Mas na minha vida? Na minha vida isso nunca passou de um roteiro mal contado. Eu cresci naquele tipo de casa onde amor tinha CPF, sobrenome e preço. E, adivinha? Eu nunca estive na lista de prioridades. A minha irmã, a adorada, a filha de ouro, essa sim… ela era tudo. Sempre foi. Por muito tempo, eu me iludi achando que se eu me esforçasse o bastante… se eu calasse o que doía, se eu fosse útil, se eu fosse boa… quem sabe um dia eles olhariam pra mim com aquele mesmo olhar que lançavam pra ela. Aquele olhar de orgulho, de amor, de pertencimento. Mas os anos foram me ensinando que, pra algumas pessoas, você pode se desdobrar em mil pedaços… e nunca vai ser suficiente. Eu lembro exatamente do dia em que tudo ficou escancarado. Eu tinha acabado de ser aprovada na faculdade. Uma pública, sim, mas ainda assim, com custos — transporte, materiais, alimentação. Sem falar no aluguel, já que a universidade ficava em outra cidade. Cheguei em casa com aquele sorriso idiota, segurando a carta de aprovação como se fosse um bilhete dourado pra uma vida melhor. Meus olhos brilhavam, minhas mãos tremiam. Eu queria, pela primeira vez, ser motivo de orgulho. — Mãe… pai… — comecei, segurando o papel. — Eu consegui… Eu passei! Minha mãe olhou pra mim por cima dos óculos, aquele olhar frio, seco, que eu já conhecia tão bem. — E vai fazer o quê com isso? — ela perguntou, cruzando os braços. Meu pai nem sequer tirou os olhos do celular. — Faculdade não é pra qualquer um, minha filha. Isso custa. E, olha… nós não temos dinheiro pra isso agora. Na hora, foi como se o chão tivesse sumido. Eu ainda tentei argumentar, sabe? — que eu podia conseguir bolsa, que eu podia trabalhar meio período, que só precisava de uma ajudinha no começo… Mas cada palavra minha parecia bater numa parede de pedra. Minha mãe soltou aquele suspiro impaciente. — Olha, sua irmã tá prestes a se mudar pra Paris, pro dormitório novo dela. Ela precisa de muita coisa. Você sabe que as coisas não estão fáceis pra gente. — É — meu pai completou, ajeitando os óculos. — Paris não é barato. A gente tá se apertando pra dar tudo que ela precisa. Você vai ter que entender. Entender. Essa palavra ficou martelando na minha cabeça como um soco no estômago. Eu engoli em seco. Senti meu rosto queimar. Mas sorri. Sorri porque, naquele instante, algo dentro de mim morreu. E, no lugar, nasceu uma coisa muito diferente. Nasceu uma certeza. Naquele exato momento, eu soube que ninguém nunca viria me salvar. Que se eu quisesse ter um lugar no mundo, eu teria que construir sozinha. Pedra por pedra. Sangue, suor e lágrima. Nos dias que se seguiram, eles fingiram que nada tinha acontecido. Minha irmã andava pela casa desfilando com as malas abertas, espalhando roupas de marca pela sala, testando sapatos, escolhendo bolsas, fazendo listas intermináveis de presentes. Minha mãe corria pra lá e pra cá, separando documentos, trocando euros, marcando salão de beleza, manicure, pedicure. Afinal, precisava estar impecável pra levar “a filha dela” até Paris. E eu? Eu assistia tudo em silêncio. Anotando. Registrando. Guardando cada ferida, cada risada debochada, cada olhar de desprezo como se fossem peças de um quebra-cabeça que, muito em breve, eles iam ver montado diante dos olhos.