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Coleção 89 Por Claudeci Andrade 1 A cidadania autêntica começa onde termina a “leveza” burocrática, pois cumprir normas sem compromisso ético com o outro reduz pessoas a objetos e substitui a justiça real pela legalidade das aparências. 2 Quando os indicadores se tornam fetiches, o Estado troca a dignidade do educar pelo êxito contábil, usando números como propaganda para ocultar precariedades, sobrecarga docente e desigualdades perpetuadas sob a ilusão de eficiência. 3 Quando a escola naturaliza o erro e abdica de nomear valores e limites, transforma o desvio em norma, legitima o cinismo e corrói a base ética necessária à justiça e à transformação social. 4 Quando a vigilância ética cede lugar à indiferença, a escola deixa de ser comunidade e se torna um ajuntamento de estranhos, pois o silêncio diante do erro dissolve a confiança, institucionaliza o descaso e esvazia a legitimidade moral do educar. 5 A inclusão só é autêntica quando há equidade estrutural; reduzida à presença física sem suporte e acessibilidade, ela se converte em “exclusão interna”, um simulacro burocrático que mascara a negligência estatal e sacrifica a dignidade humana em nome de indicadores. 6 Quando o êxito numérico substitui o ensino real, a educação vira marketing estatal: administra fracassos, preserva estatísticas e sacrifica gerações em nome da aparência de eficiência. 7 A escola justa é a que reconhece as desigualdades sem abdicar da exigência, oferecendo suporte real para que o saber deixe de ser privilégio e se torne libertação compartilhada. 8 Quando a escola se reduz a garantir o pão e abdica do saber, o direito vira assistencialismo e a cidadania, incompleta, perpetuando a vulnerabilidade sob a aparência de cuidado. 9 A aprovação sem aprendizagem perpetua a marginalidade ao trocar a exclusão visível pelo abandono intelectual, convertendo o diploma em instrumento de subcidadania e a inclusão estatística em fraude social. 10 A escola passou da vigilância da intimidade à negligência disfarçada, trocando a formação do cidadão pela administração de planilhas, onde o direito ao saber se reduz a um dado sem verdade. 11 A memória escrita rompe o esquecimento, revela a repetição da opressão e orienta a consciência coletiva para um futuro fundado na verdade, não no silêncio. 12 Quando a vida comum é privatizada por telas e consumo, o cidadão se reduz a cliente, a praça vira feed, e a política definha junto com a experiência coletiva. 13 A participação cívica floresce quando o pertencimento é reconhecido, pois só há engajamento genuíno onde a cidade deixa de impor presença e passa a oferecer sentido. 14 Os rituais partilhados suspendem o isolamento cotidiano e, ao reiterarem valores e memórias comuns, convertem indivíduos dispersos em comunidade consciente de si. 15 Quando o meio se absolutiza, a burocracia deixa de servir à vida e passa a enclausurá-la, convertendo o rito coletivo em mera obediência técnica e a comunidade em um dado sem presença. 16 A morte deve sentar-se à mesa para orientar a urgência do viver, mas jamais assumir o volante, pois a finitude esclarece escolhas responsáveis sem legitimar a pressa do abismo. 17 O risco só parece libertador a quem pode escolhê-lo; para os vulneráveis, ele não é estética da vida, mas imposição da desigualdade. 18 A liberdade só é ética quando pode valer para todos: sem universalidade, o prazer vira arbítrio e a autonomia se converte em violência refinada. 19 A liberdade só é autêntica quando reconhece seus vínculos: toda escolha de risco reverbera no outro, e sem cuidado a autonomia degenera em abandono. 20 A consciência da finitude rompe a vida automática: quando o tempo se torna escasso, a morte deixa de paralisar e passa a orientar escolhas, dando densidade ética ao viver.