У нас вы можете посмотреть бесплатно "No jantar, levantei e disse: 'Acabou.' Eles riram. Até ouvirem o que eu sabia há meses." или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
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⛔ESSA HISTÓRIA E GRAVAÇÃO DE IMAGENS FOI FEITA PELO CRIADOR DO CANAL UMA BELA HISTÓRIA. NÃO AUTORIZO UTILIZAR MINHAS HISTÓRIAS ⛔ Era uma noite quente de primavera quando tudo começou a ruir por dentro de mim — mas ninguém ali percebeu. A casa estava impecável. O cheiro de alho frito e ervas se espalhava pela sala de jantar, mesclado ao perfume adocicado que minha mãe borrifava em todos os cantos, como se quisesse apagar o cheiro de qualquer verdade incômoda. A mesa posta parecia tirada de uma revista de decoração: louça branca, taças de cristal, guardanapos de linho dobrados em forma de flor-de-lis. Era uma encenação. E eu sabia disso melhor do que ninguém. Minha mãe servia as travessas com uma alegria forçada. — Eu fiz tudo com muito carinho hoje, especialmente para você, querida — disse, me lançando um olhar doce demais para ser real. Eu sorri de volta, no mesmo tom teatral. A peça já havia começado, e eu era a única que conhecia o roteiro inteiro. Meu pai, sentado na cabeceira como um rei preguiçoso, levantou sua taça e bradou: — Um brinde à nossa família unida! E à minha filha mais velha, que é o orgulho dessa casa! Minha irmã gargalhou, a voz dela era um sino falso tocando em um funeral. — Ai, pai, não exagera. Quem merece os elogios hoje é a nossa Laurinha, essa irmã maravilhosa que sempre esteve ao meu lado. Ela piscou para mim com um sorriso largo. O mesmo sorriso que usou para roubar meu estágio na empresa onde eu lutava para ser efetivada. O mesmo sorriso que encantava todos enquanto me esvaziava por dentro. Engoli em seco. Meu copo ainda estava cheio. Fiquei observando os detalhes com atenção de quem se despede: o arranhado na perna da mesa onde bati o joelho aos oito anos, a cortina remendada por mim quando ninguém mais quis costurar, o lustre que ajudei a instalar depois de ficar pendurado na sala por dias... Tudo aquilo ainda era parte de mim, mas eu já não era parte daquilo. — Você tá tão quieta hoje, Laurinha — comentou minha mãe, fingindo preocupação enquanto me passava a travessa de arroz com amêndoas, meu prato favorito. — Só estou pensando — respondi. Meu tom era calmo. Um lago sereno que escondia uma correnteza prestes a engolir tudo. O jantar seguiu com sorrisos, piadas forçadas e memórias manipuladas. Recontaram histórias onde eu não existia. Ou pior: onde eu existia como coadjuvante da grande estrela da noite — minha irmã, Vanessa.