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Por que a Prevenção é "Invisível"? O Desafio Político da Defesa Civil Introdução Olá, pessoal! Hoje vamos tratar de um tema fundamental, mas pouco discutido: por que é tão difícil priorizar a prevenção de desastres no Brasil? Muitas vezes, vemos políticos agindo apenas quando a tragédia já aconteceu, e existe uma explicação técnica e política para esse comportamento que precisamos entender para mudar a nossa cultura de segurança. 1. A Visibilidade do "Herói" vs. a Invisibilidade do "Gestor" O primeiro grande desafio é o que chamamos de capital simbólico. No meio de um desastre, o político que aparece de botas de borracha, abraçando vítimas e assinando decretos de emergência, gera imagens fortes de liderança. Esse "espetáculo da dor" garante tempo de antena e engajamento nas redes sociais. Em contrapartida, a prevenção é silenciosa. Segundo o Marco de Sendai, o sucesso da prevenção é o desastre que não acontece. Para um eleitor, é difícil valorizar uma obra de drenagem ou contenção de encosta que impediu uma tragédia que ele sequer chegou a presenciar. 2. O Ciclo Orçamentário e a Facilidade dos Recursos de Emergência Outro ponto crítico é o financeiro. Investir em Gestão de Risco de Desastres (GRD) exige tempo e continuidade, o que muitas vezes colide com o imediatismo das eleições. Muitas obras de prevenção são "enterradas" — como galerias pluviais — e rendem menos votos do que uma praça nova ou um hospital inaugurado com festa. Além disso, é tecnicamente mais "fácil" acessar recursos federais após um desastre. Por meio de decretos de Situação de Emergência ou Calamidade Pública via S2ID, o gestor consegue liberar verbas com muito menos burocracia e dispensa de licitação para reconstrução, enquanto a prevenção exige projetos técnicos complexos e processos demorados. 3. A Falácia da "Fatalidade" e o Custo Político Muitas vezes, a negligência prévia é mascarada pelo discurso da "vontade de Deus" ou da "força sem precedentes da natureza". Ao tratar o desastre como um evento puramente natural e imprevisível, o gestor se exime da culpa e assume apenas o papel de "socorrista". Somado a isso, fazer gestão de risco séria envolve medidas impopulares no curto prazo, como remover famílias de áreas de risco ou proibir construções em certas regiões. Essas ações geram conflitos diretos com o eleitorado e com o mercado imobiliário, algo que muitos políticos evitam para não perder apoio. 4. O Novo Paradigma: PNPDC 2025-2035 Para quebrar esse ciclo, o novo Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (2025-2035) e o Marco de Sendai buscam transformar essa realidade. A ideia é que a Defesa Civil deixe de ser um órgão isolado e passe a atuar de forma transversal com as secretarias de Obras, Habitação e Meio Ambiente. Além disso, o uso de dados científicos do Cemaden e do SGB retira a "escolha" do político: se a ciência aponta o risco, o gestor tem o dever legal de agir, sob pena de responder por improbidade administrativa ou prevaricação caso ocorra uma tragédia anunciada. Conclusão Precisamos começar a cobrar a prevenção como entrega política. Enquanto o "voto da reconstrução" for mais forte que o "voto da prevenção", o incentivo continuará sendo a gestão da crise, e não do risco. A nossa segurança depende de transformar a resiliência comunitária em um valor político real. ________________________________________