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A Palavra Hebraica Shemitá (שְׁמִטָּה) em Deuteronômio 15: Etimologia, Raiz e Significado Teológico A palavra hebraica Shemitá (שְׁמִטָּה), encontrada em Deuteronômio 15, é normalmente traduzida como “remissão”, “cancelamento” ou “libertação”. No contexto do capítulo, ela se refere ao ano da remissão das dívidas, um mandamento estabelecido por Deus para proteger o povo da opressão econômica e promover justiça social entre os israelitas. 1. Etimologia e Raiz Verbal Shemitá vem da raiz hebraica שָׁמַט (shamat), cujo sentido básico é: • “deixar cair” • “soltar” • “abandonar” • “renunciar” • “desistir de algo” voluntariamente Essa raiz aparece em outros trechos do Tanach com o sentido de soltar as mãos, deixar cair das mãos ou permitir que algo saia do seu domínio (por exemplo, Êxodo 23:11 usa a mesma ideia no descanso da terra). Assim, Shemitá, como substantivo, significa literalmente: ➡️ “ato de soltar”, ➡️ “ato de deixar ir”, ➡️ “desistência legal de posse ou cobrança”. A etimologia hebraica, portanto, enfatiza não apenas um perdão abstrato, mas um gesto ativo de abrir mão, de relaxar o aperto sobre algo que se poderia exigir por direito. ⸻ 2. Shemitá em Deuteronômio 15 Em Deuteronômio 15, Shemitá descreve o mandamento de que, a cada sete anos: • as dívidas eram canceladas, • os hebreus escravizados eram libertos, • havia um reset social para impedir ciclos permanentes de pobreza. Não é uma simples “ajuda social”, mas uma instituição divina de justiça estrutural, desenhada para impedir que o povo de Deus se tornasse semelhante às nações que oprimiam economicamente os pobres. O texto deixa claro que essa remissão é “לַיהוָה” – “do Senhor” (Dt 15:2), ou seja, o ato de soltar não é uma opção humana, mas um decreto divino que expressa o caráter de Deus. ⸻ 3. Significado Teológico de Shemitá A Shemitá revela aspectos profundos da teologia bíblica: a) Deus é o verdadeiro dono da terra e da economia Ao ordenar que o credor “solte” suas cobranças, Deus estabelece que: • o ser humano não é dono absoluto, apenas administrador; • a economia deve refletir o caráter e o governo de Deus. A Shemitá lembra Israel de que “tanto vocês quanto tudo o que possuem pertencem ao Senhor”. ⸻ b) A Shemitá é uma pedagogia da generosidade Ela educa o coração para: • desapegar, • soltar, • renunciar ao direito, • praticar a misericórdia. Na perspectiva teológica, Shemitá é uma disciplina espiritual coletiva, que forma um povo que age com o mesmo coração que Deus demonstrou ao libertá-los do Egito. ⸻ c) Shemitá é uma antecipação da graça O ato de deixar ir o que é devido aponta para um princípio maior: ➡️ Deus é aquele que solta nossas dívidas (o pecado). Por isso, Jesus utiliza a linguagem de dívida para descrever o perdão (Mateus 6:12). A Shemitá é um símbolo do caráter gracioso de Deus que cancela, liberta e recomeça. ⸻ d) Shemitá como justiça social No mundo antigo, dívidas podiam aprisionar famílias por gerações. A Shemitá: • quebra o ciclo de desigualdade, • protege o pobre, • restaura a dignidade, • impede que haja “mendigo” entre o povo (Dt 15:4). Ela mostra que, para Deus, economia e espiritualidade estão profundamente conectadas. ⸻ 4. Conclusão A palavra Shemitá carrega uma riqueza teológica extraordinária. De sua raiz שמת (shamat) — “soltar, deixar cair” — nasce um sistema de justiça social que expressa o coração de Deus. • Etimologicamente, é o ato de abrir mão. • Legalmente, é o cancelamento das dívidas. • Socialmente, é a restauração do equilíbrio comunitário. • Teologicamente, é a manifestação da graça divina que liberta e recomeça. Assim, Deuteronômio 15 não trata apenas de economia, mas da identidade de um povo que vive segundo o coração generoso do próprio Deus, o Deus que “solta” suas criaturas da escravidão e abre para elas um novo começo.