У нас вы можете посмотреть бесплатно Atenção, tédio e serenidade, com Luciana Salum, psicanalista или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
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O Café Filosófico CPFL é um espaço aberto para reflexão. As falas dos convidados e os comentários do público são de responsabilidade dos respectivos autores e não refletem, necessariamente, a visão do Instituto CPFL ou de seus controladores. Comentários fora do tema proposto e que disseminam discursos de ódio e/ou ataques criminosos serão banidos automaticamente. Queixamo-nos constantemente da falta de tempo, afinal, os intranquilos nunca valeram tanto numa sociedade na qual sujeitos se confundem, não só com consumidores, mas, também, como produtos a serem consumidos. No entanto, quando se tem a sensação de um alongamento do tempo, de um tempo-que-não-passa, traduzimos essa experiência como “tédio”. Ele, o tédio, exige estratégias para encurtar o tempo, matá-lo, através de passa- Uso Interno CPFL tempos, pois tal tempo expandido é sentido como vizinho da tristeza. Diz-se que sofremos de tédio, ou, ainda, que se morre dele. Mas, quando se precisa trabalhar cada vez mais para ter o mínimo de dignidade, questiona se se o tédio e a possibilidade estética de seu uso – o ócio criativo – não seria destinado a uma pequena minoria privilegiada. Considero ser necessária a crítica ao caráter irracional de uma sociedade construída pelo cálculo utilitário para adentrarmos em tal questão, e, posteriormente, na proposta desta conversa, descontruir o sentido coloquial e pejorativo fixado na palavra tédio. Desejo, com Heidegger, tomá-lo em sua essência e valorizar um aspecto fundamental do ser humano que é a sua relação com o mundo e com o sentido da vida. Numa confusão frequente entre desejo e vontade, testemunhamos, via tédio, um roubo dos quereres presente em um mundo paradoxalmente insuficiente à satisfação. Um mundo que torna nosso “eu” tão pobre e vazio para qualquer investimento que nos lembre desejantes. Vive-se num vácuo ao se deparar com a crua ausência de um sentido prévio para a nossa existência e para a nossa finitude. Condições humanas por excelência. Como diria Fernando Pessoa, quando desassossegado em sua versão de Bernardo Soares, “O tédio... Sofrer sem sofrimento, querer sem vontade, pensar sem raciocínio...” Como investir nos objetos da vida sabendo-se finito e castrado em suas ideias? Vincular tal náusea existencial à psicanálise e às possibilidades de, diante de tamanha nadificação, não tão distraídos, recuperarmos um pouco de serenidade será o assunto da nossa conversa. Inscreva-se no canal e clique no sininho para ser notificado das novidades! Siga as redes da TV Cultura! Facebook: / tvcultura Twitter: / tvcultura Instagram: / tvcultura Site: https://tvcultura.com.br/ Siga o Instituto CPFL Facebook: / institutocpfl Twitter: / cafe_filosofico Site: http://www.institutocpfl.org.br/