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O Património Cultural Imaterial é um testemunho vivo das tradições, dos saberes e das memórias que moldaram a identidade da nossa sociedade. Na vila da Lourinhã e arredores, este legado perdura nas palavras e nos relatos daqueles que viveram e testemunharam ofícios e práticas que, outrora essenciais, foram sendo substituídas pelo avanço dos tempos. Horácio Mateus, sócio fundador do Museu da Lourinhã, deixou-nos um valioso espólio de memórias, perpetuando um conhecimento que, de outra forma, se perderia nas brumas do tempo. Neste episódio, gravado a 18/03/2013, damos destaque ao "Ferrador", uma figura central na vida rural dos primórdios do século XX. Falar do Ferrador é evocar a forja incandescente, o fole que aviva as brasas, a bigorna onde o ferro ganha forma e o tronco onde os animais eram preparados para a ferragem. Era um tempo em que bois, cavalos, burros, mulas e machos desempenhavam um papel crucial nas atividades agrícolas e nos trabalhos do quotidiano. O ferrador, com a sua perícia e conhecimento, assegurava que esses animais estivessem aptos para as árduas tarefas que lhes eram destinadas, sendo uma profissão de enorme importância na economia e na vida da comunidade. Horácio Mateus conduz-nos através do minucioso processo da ferragem, desde a preparação do ferro até à colocação das ferraduras, sempre com a mestria de quem conheceu de perto esta arte. Para além da dimensão técnica, relembra os ferradores que marcaram o início do século XX na Lourinhã, traçando um retrato vívido de uma época onde o saber fazer passava de geração em geração. Através das suas histórias, revisitamos um tempo em que a relação entre homem e animal era de profunda cumplicidade, e onde cada ferradura moldada na bigorna representava o sustento de muitas famílias. Este registo não é apenas uma homenagem ao Ferrador, mas um tributo à memória coletiva de uma terra e de um povo. Graças a estes testemunhos, garantimos que o conhecimento e as histórias do passado continuem a ecoar no presente e a inspirar as gerações futuras.