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#oram #musica #poemainedito #music #poemasescritos #poema #poesia Paro em todas as encruzilhadas e todos os caminhos, todos os destinos, parecem-me vãos e desnecessários. Uma encruzilhada é um impasse, uma promessa de felicidade por se cumprir que nos mantém parados enquanto nos deixamos levar. Sem estremecimentos, descobrimos que somos a própria encruzilhada. Temo-nos. Não são as coisas que nos trarão de volta, esses desvios que nos afastam de nós mesmos, esses rumos de desencontro. Carrego um fardo enorme de coisas começadas por acabar. Ao final do dia imponho-me o exercício de morrer. Trata-se de um exercício notívago de morte e renascimento. A minha morte diária noturna é como um parto difícil. A minha morte noturna só se consolida ao alvorecer, quando desperto para o dia, quando renasço. A minha morte noturna nunca é serena. Nenhuma morte é serena. Acalmados os seres do abismo, respiro então pausadamente e espero. Eu que sou um viajante e que não gosto de esperar, espero. E na minha morte descubro que a vida é uma eterna espera, que nos envolve e amortalha.