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Apoie o IPB tornando-se assinante: catarse.me/institutopianobrasileiro Support IPB by becoming a backer: patreon.com/BrazilianPianoInstitute La stella brasiliana [A estrela brasileira], valsa brilhante de Carlos Gomes, interpretada por Lenora Menezes Brito, Gravação presente no CD "A música e o Pará Vol.2 - Carlos Gomes" (Secult - PA), lançado por volta de 1996. Manuscrito disponível na Biblioteca Nacional Digital. https://bndigital.bn.gov.br/ -- Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 — Belém, 16 de setembro de 1896) iniciou a formação musical com o pai, Manuel José Gomes, conhecido como Maneco Músico. Em 1846, ainda criança, integrou a banda da cidade, que, sob a regência do pai, apresentou-se a D. Pedro II; Carlos participou tocando triângulo. Em seguida passou pela clarineta e pelo violino, que aperfeiçoou com Paul Julien em São Paulo. Em 1859, seguiu para o Rio de Janeiro, matriculou-se no Conservatório de Música, estudou com Francisco Manuel da Silva e, mesmo convalescendo de febre amarela, o jovem compositor regeu sua primeira cantata. Nomeado ensaiador e regente da Imperial Academia de Música e Ópera Nacional, estreou sua primeira ópera A noite no castelo (1861) e, com ópera Joana de Flandres (1863), obteve a pensão que o levou a Milão. Aluno de Lauro Rossi, diplomou-se maestro-compositor (1866) e, entre 1865 e 1870, compôs Il Guarany, estreado no Teatro alla Scala em 19 de março de 1870, um dos grandes marcos do mundo operístico. Sua produção concentra-se no palco: além de Il Guarany, escreveu Fosca (1873), Salvator Rosa (1874), Maria Tudor (1879), Lo Schiavo (1889), Condor (1891) e o poema coral-sinfônico Colombo (1892). O catálogo inclui ainda as cantatas de 1860, peças orquestrais e de salão da juventude, hinos como Hino a Camões (1880) e obras de câmara, como o Burrico de pau (1894). Paralelamente, deixou numerosas páginas para canto e piano — modinhas, romances e canções — e para piano solo, que dialogam com sua atuação em ambientes urbanos de São Paulo e do Rio antes da carreira italiana. Após o impacto europeu de Il Guarany, voltou ao Brasil em agosto de 1870 para a estreia nacional (com a protofonia da ópera) em 2 de dezembro daquele ano, no Rio. No início de 1871, retornou a Milão, casou-se com a pianista Adelina Peri e manteve atividade contínua entre Itália e Brasil. Na década de 1870 apresentou novas óperas e, a partir de 1880, dividiu residência entre os dois países. Lo Schiavo foi cantada no Rio em 1889 sob patrocínio da princesa Isabel. Com a Proclamação da República, perdeu apoio oficial, recusou convite para um novo hino nacional e estreou Condor (1891) no Scala. Em 1892, apresentou Colombo no Rio e, em 1893, integrou a delegação brasileira na Exposição Colombiana de Chicago. Em 1895, regeu Il Guarany em Lisboa e recebeu a Ordem de São Tiago da Espada. Doente, aceitou o convite do governador Lauro Sodré para organizar o Conservatório de Música de Belém, que dirigiu a partir de 1º de junho de 1896. Faleceu na mesma cidade três meses depois; seu corpo foi trasladado para Campinas, onde se ergueu o monumento-túmulo. O percurso de Carlos Gomes reúne formação familiar, atuação em bandas e salões, inserção institucional no Rio de Janeiro e consolidação internacional a partir de Milão. Primeiro brasileiro com ópera estreada no Scala, foi escolhido como patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Música, e recebeu diversas homenagens póstumas; seu nome entrou no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria em 26 de dezembro de 2017. Sua obra, centrada no teatro musical, articula páginas compostas no Brasil e na Europa e permanece referencial para o entendimento de práticas líricas oitocentistas e de sua circulação entre palcos brasileiros e europeus. -- Nossos agradecimentos a Cecília Silva da Costa. Edição das imagens: Douglas Passoni de Oliveira Curadoria e edição do vídeo: Alexandre Dias