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HAN, B. C. A salvação do belo. Petrópolis: Vozes, 2019. [2015]. “A salvação do belo" é uma crítica contundente à forma como a estética é tratada na sociedade contemporânea. A tese central do livro é que o belo está desaparecendo, sendo substituído pelo liso ou polido. Vivemos na era do liso, que é a estética dominante do neoliberalismo e da cultura digital. Liso é tudo aquilo que não oferece resistência, que é imediatamente agradável, que não choca e que se otimiza para o consumo rápido. "A salvação do belo" é um diagnóstico de como a nossa obsessão pela positividade, pela perfeição digital (o liso) e pelo consumo rápido está destruindo a experiência estética profunda (o belo). Byung nos alerta que, ao perdermos o belo, perdemos também a capacidade de contemplação, o mistério e a força transformadora do desejo (Eros). 1. A tirania do liso. O liso é a estética da positividade. É a superfície perfeita de um smartphone, a pele retocada numa selfie do Instagram, a arte de Jeff Koons ou o design de produtos da Apple. O liso não tem profundidade, não tem rugas, não tem falhas, nem sombras. Ele elimina toda a negatividade (no sentido filosófico: aquilo que resiste, que é diferente, que causa atrito). O liso é feito para agradar instantaneamente. Ele não exige contemplação ou esforço interpretativo; ele é feito para ser curtido e consumido. Byung argumenta que a sociedade do liso é explícita, no sentido de que tudo é superexposto, imediato e transparente. Não há nada velado, nada escondido, nenhum mistério. O liso não seduz, apenas se exibe. 2. O verdadeiro belo. Em contraste com o liso, Byung defende o conceito clássico de belo. O verdadeiro belo possui características opostas. Necessita de distância, pois a beleza clássica exige distanciamento e contemplação. Ela não se entrega imediatamente ao observador. Contém negatividade (véu), pois o belo não é apenas positivo. Ele tem mistério, é velado. A beleza está ligada ao sublime, àquilo que pode até nos perturbar ou assustar levemente. É a arte que nos faz parar e pensar, que resiste à compreensão imediata. O belo está profundamente ligado a Eros (desejo, amor). O desejo, por definição, só existe porque há uma distância, um véu, algo a ser buscado. O liso é explícito e, ao expor tudo, mata o Eros. 3. A salvação do belo. O título do livro ("A salvação do belo") refere-se à necessidade urgente de resgatar essa estética da negatividade e da contemplação. A salvação não é um retorno nostálgico ao passado, mas sim a defesa de uma forma de arte e de vida que resistam à lógica do consumo imediato e da transparência total. Byung sugere que o belo só pode ser salvo se recuperarmos a capacidade de nos demorar nas coisas, de aceitar o que não é imediatamente agradável e de preservar o mistério e a distância.