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Devolva Meu Disco Voador, Edgar Pereira. Copyright © 2015 faixa 4 Letra: Edgar Pereira Beat: Paulo Júnior Baixo: Will Terra Gravação: Alexsandro Machado Master e Mix: Rodrigo Locaut Álbum: Paralelo 22s Arte: Caio Psico E o que fazer quando diferente começa a se tornar igual? Se transformar em Anastácia nessa ânsia de viver ou morrer Nesta anistia, de dinastia a dinastia a história está sendo manipulada Informações alteradas, pessoas falando sobre alienações Mas alienam e são alienadas Levantam bandeiras que mal sabem as quem pintou Aprofunde-se, funda-se com o elemental Foda-se todos os tipos de artistas Pois só a sua arte é atemporal Em um temporal de ideias eu danço na chuva Que me puxa córrego a dentro Pelas artérias abertas da nossa cidade De nome São Paulo. Atravessem nas faixas de pedestres Em meio aos cancerígenos inocentes Ufólogos e extraterrestres Evitem o contato iminente Se eu pudesse emitir uma mensagem seria Cuidado com a gente! Somos perigosos iguais a leões sem dentes Famintos por ideologias e tecnologias Destruições em massas e outras "cositas más" "és lo que hay" se consumam. Pois os pobres eles não trocam de roupa E sim as roupas, elas que trocam de pobres Que a volta constante que a terra dá em torno do sol Não seja apenas mais uma brincadeira da física. Quântica Tudo que vai volta, menos a confiança Quebrando leis e desobedecendo regras Sem ser um anarco-social Entre os gays e as lésbicas não se discute O que fazer com quem é homossexual Tantas outras preocupações que eu sinto vindo de vocês Tantas lamparinas sem combustíveis Lampiões sem Marias Bonitas Pessoas que passam todos os dias despercebidas Escondidas com suas vontades contidas Em gestos particulares e pensamentos íntimos Em pequenos capítulos a verdade da vida sem censura Sem comerciais Certas pessoas me trazem informações que eu não vejo mais nos telejornais Áreas como o Cabuçu viram desova Reabilitações que me dão mais drogas Pílulas, vacinas e comprimidos Entramos oprimidos com a intenção de terceiros a sairmos inativos Rapazes, moças, senhoras e senhores Devolvam suas camisas de força De volta para as mãos dos doutores Pois eles poderiam estar me incentivando a ler e escrever Mas um ponto de cultura no Jaçanã disputa com dez biqueiras no JB Ai é fácil de entender. É fumar ou beber eis a questão As dúvidas e a indagação que me trazem um milhão de perguntas sem respostas E uma delas é porque a juventude come tanta bosta e gosta Agradeço ao espaço cedido, a atenção direcionada pelos seus ouvidos Os vivos e os mortos, você é o próximo Então cuidado ao mandar o seu precioso "FUCK YOU" Pois os pobres eles não trocam de roupa E sim as roupas, elas que trocam de pobres