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Nesta aula de bioquímica, é abordado o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), uma doença metabólica multifatorial que afeta principalmente indivíduos obesos, além de idosos e sedentários. A DM2 é caracterizada por resistência à insulina, hiperglicemia crônica, inflamação persistente, estresse oxidativo e, com a progressão da doença, disfunção das células beta pancreáticas. O desenvolvimento da DM2 ocorre de forma gradual. Inicialmente, o excesso de gordura corporal leva à resistência à insulina, condição que pode anteceder o diabetes em até uma década. Nessa fase, a insulina ainda é produzida, mas não consegue exercer adequadamente seus efeitos biológicos, especialmente a captação de glicose pelo músculo e pelo tecido adiposo, resultando em aumento da glicemia. Em resposta, o pâncreas aumenta a produção de insulina (hiperinsulinemia compensatória), mas com o passar do tempo as células beta entram em falência parcial, agravando a hiperglicemia. A resistência à insulina está relacionada a falhas na via de sinalização intracelular entre o receptor de insulina e o transportador de glicose GLUT4. Essas falhas podem ocorrer por redução no número ou na função dos receptores, disfunções nas proteínas da cascata de sinalização ou interferência de citocinas inflamatórias e espécies reativas. O ponto central do problema é a comunicação deficiente nessa via de sinalização. Um dos principais mecanismos envolvidos é a hipótese da toxicidade lipídica. O excesso de gordura nos adipócitos leva à liberação de fatores inflamatórios, como o MCP-1, que atrai macrófagos para o tecido adiposo. Esses macrófagos produzem citocinas pró-inflamatórias, como o TNF-α, gerando um estado inflamatório crônico. Esse ambiente inflamatório favorece a liberação de ácidos graxos para a circulação, que passam a se depositar de forma inadequada no músculo e no fígado, fenômeno chamado de deposição ectópica de lipídios. Essa deposição gera inflamação local, estresse oxidativo e piora da resistência à insulina. Nem todas as pessoas obesas desenvolvem DM2, pois fatores genéticos influenciam a suscetibilidade aos efeitos deletérios da deposição ectópica de gordura. A genética tem papel importante, mas não determinante, reforçando que o diabetes tipo 2 resulta da interação entre fatores genéticos, ambientais e sociais. O controle da DM2 baseia-se em quatro pilares: mudança do padrão alimentar, exercício físico regular, uso de fármacos e, quando necessário, insulina exógena. A redução do consumo calórico e a perda de peso melhoram a sensibilidade à insulina. O exercício físico ativa a AMPK, aumentando a oxidação de ácidos graxos e a captação de glicose pelo músculo. Diversas classes de medicamentos atuam aumentando a sensibilidade à insulina, estimulando sua secreção ou reduzindo a absorção e a produção de glicose. Em casos avançados, a insulinoterapia torna-se necessária. Por fim, destaca-se que o tratamento adequado pode prevenir complicações macrovasculares e microvasculares, como doenças cardiovasculares, AVC, retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética, reforçando a importância do estilo de vida saudável no manejo e na prevenção do diabetes tipo 2.