У нас вы можете посмотреть бесплатно O Sistema Está Quebrado: Por Que a Ciência da Nutrição Produz Falsos Resultados или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
Você já percebeu como as recomendações nutricionais mudam o tempo todo? Um dia o ovo faz mal. No outro, faz bem. A carne causa câncer. Depois é reabilitada. O café é vilão. Depois é protetor. O problema não é apenas a comida. O problema é a estrutura da ciência que sustenta essas conclusões. Em um Estudo de 2005 intitulado “Why Most Published Research Findings Are False”, John P. A. Ioannidis demonstrou matematicamente que, em muitas áreas científicas, é mais provável que um resultado publicado seja falso do que verdadeiro. E quando aplicamos esse modelo à epidemiologia nutricional, o cenário se torna ainda mais crítico. ⸻ 🔎 Probabilidade prévia e falsa descoberta Antes de qualquer pesquisa começar, existe uma probabilidade de a hipótese ser verdadeira. Na nutrição, testam-se milhares de alimentos, nutrientes e padrões alimentares contra múltiplos desfechos clínicos. Quando poucas hipóteses são realmente verdadeiras, a chamada probabilidade preditiva positiva (PPV) despenca. Ou seja: mesmo que um estudo encontre p maior que 0,05, a chance de o achado ser verdadeiro pode ser baixa. Ioannidis mostra que a PPV depende do poder estatístico, do nível de significância e da proporção real de hipóteses verdadeiras no campo. Em áreas com muitos testes e efeitos pequenos — como nutrição — a probabilidade de falsos positivos aumenta. ⸻ 📉 Estudos pequenos e efeitos pequenos Grande parte da epidemiologia nutricional trabalha com riscos relativos de 1,1 ou 1,2. Isso representa aumentos de 10% ou 20% no risco relativo — efeitos muito pequenos. Efeitos pequenos são altamente vulneráveis a erro aleatório, confusão residual e vieses não controlados. Ioannidis demonstra que estudos com baixo poder estatístico produzem mais resultados falsos. Quanto menor o tamanho do estudo e menor o efeito, maior a instabilidade do achado. ⸻ ⚠️ Viés estrutural O artigo também modela o impacto do viés — financeiro, metodológico e de publicação. Campos com maior flexibilidade analítica têm maior probabilidade de produzir resultados “positivos”. Na nutrição, é possível ajustar múltiplas variáveis, criar subgrupos, redefinir desfechos e testar diferentes modelos estatísticos até que algo alcance significância. Além disso, existe o viés de publicação: resultados positivos são publicados com mais facilidade do que resultados negativos. Ioannidis demonstra que, com viés moderado, a chance de um achado ser verdadeiro pode cair drasticamente. ⸻ 🔁 Replicabilidade e efeito Proteus Resultados científicos sólidos precisam ser reproduzidos. Porém, muitos achados iniciais não se sustentam quando novos estudos são realizados. Ioannidis também descreve o chamado “efeito Proteus”: estimativas iniciais exageradas que são posteriormente contraditas por estudos subsequentes. Quando múltiplos grupos investigam o mesmo tema simultaneamente, a chance de pelo menos um encontrar um falso positivo aumenta simplesmente por probabilidade estatística. ⸻ 🧠 O conceito de “campo nulo” Um dos pontos mais provocadores do artigo é a ideia de “campo nulo”: áreas em que os efeitos reais podem ser inexistentes ou mínimos. Nesse cenário, os riscos relativos publicados refletem principalmente viés acumulado e ruído estatístico, e não causalidade verdadeira. Se os efeitos nutricionais individuais forem muito pequenos — como frequentemente ocorre — o campo pode produzir uma literatura inteira baseada em associações frágeis. ⸻ 📌 O que isso significa na prática? Significa que: • Estudo publicado não é sinônimo de verdade. • Associação não implica causalidade. • Efeitos pequenos exigem extremo ceticismo. • Replicação é essencial. • Viés pode distorcer toda uma área científica. A ciência continua sendo nossa melhor ferramenta, mas ela precisa ser interpretada com maturidade estatística e senso crítico. ⸻ 📚 Referências IOANNIDIS, J. P. A. Why most published research findings are false. PLoS Medicine, v. 2, n. 8, e124, 2005. CHAN, A. W. et al. Empirical evidence for selective reporting of outcomes in randomized trials. JAMA, v. 291, n. 20, p. 2457–2465, 2004. MOHER, D. et al. The CONSORT statement: revised recommendations for improving the quality of reports of parallel-group randomized trials. Lancet, v. 357, p. 1191–1194, 2001. IOANNIDIS, J. P.; TRIKALINOS, T. A. Early extreme contradictory estimates may appear in published research: the Proteus phenomenon. Journal of Clinical Epidemiology, v. 58, p. 543–549, 2005. ⸻ Se quiser, posso agora condensar isso em uma versão ainda mais impactante para Instagram com forte chamada para ação.