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A divulgação simultânea de três pesquisas de intenção de voto realizadas por telefone, nesta semana, por institutos pouco conhecidos do grande público, Boas Ideias Pesquisas, Datapovo e GERP, reacendeu o debate sobre a confiabilidade metodológica dos levantamentos eleitorais no Brasil e seu uso político e midiático em períodos pré-eleitorais. Os resultados, que apontam uma aproximação significativa entre o presidente Lula e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, foram rapidamente explorados como sinal de “empate técnico” ou de “virada em curso”, apesar das limitações estruturais desse tipo de pesquisa. A reação do presidente da República foi cautelosa, mas reveladora. Em entrevista à jornalista Daniella Lima, do UOL, Lula afirmou que “não se pode acreditar em todo tipo de pesquisa”, sinalizando não apenas desconfiança em relação aos números divulgados, mas também um recado indireto ao mercado político e à imprensa sobre o uso estratégico de levantamentos frágeis como instrumento de pressão narrativa. Ao mesmo tempo, o presidente reforçou que não está oficialmente em campanha, mas garantiu que, após as convenções partidárias, entrará de forma ativa na disputa e vencerá a eleição pela quarta vez. Do ponto de vista da análise de conjuntura, há três elementos centrais que precisam ser observados com rigor jornalístico. O primeiro diz respeito à natureza metodológica das pesquisas divulgadas. Levantamentos realizados exclusivamente por telefone, especialmente quando conduzidos por institutos sem histórico consolidado, enfrentam problemas graves de representatividade. O viés de cobertura é evidente em um país marcado por profundas desigualdades sociais, regionais e tecnológicas. A exclusão de eleitores sem acesso regular a telefone, a alta taxa de recusa, a autoseleção dos respondentes e a dificuldade de controle territorial fino comprometem a capacidade dessas pesquisas de refletir o eleitorado real. O segundo ponto é o efeito político do ruído estatístico. Pesquisas com baixa confiabilidade não são neutras quando entram no debate público. Elas influenciam expectativas, afetam estratégias de campanha, tensionam alianças partidárias e alimentam narrativas de enfraquecimento ou ascensão artificial de candidaturas. Em contextos polarizados, números isolados passam a valer mais pelo impacto simbólico do que pela consistência científica. O terceiro elemento é o momento do calendário eleitoral. Antes das convenções partidárias, o eleitorado tende a apresentar maior volatilidade declaratória. Muitos eleitores ainda não associam voto a custo político, rejeição ou pertencimento ideológico claro. Historicamente, esse período favorece oscilações artificiais, sobretudo em pesquisas rápidas, de baixo custo e baixa profundidade analítica. É justamente após a oficialização das candidaturas que o jogo eleitoral se reorganiza, com maior clareza programática, maior exposição midiática e ativação das estruturas partidárias. Nesse contexto, a fala de Lula cumpre uma dupla função. Internamente, sinaliza tranquilidade estratégica e confiança na consolidação do seu campo político no momento decisivo da campanha. Externamente, funciona como alerta institucional sobre a banalização do conceito de pesquisa eleitoral, que passa a ser tratado como instrumento de disputa narrativa, e não como ferramenta científica de aferição da opinião pública. A experiência recente do processo eleitoral brasileiro demonstra que pesquisas presenciais, com amostragem probabilística rigorosa, continuam sendo o padrão ouro para análises consistentes de intenção de voto. Levantamentos telefônicos e online podem indicar tendências, mas não devem ser tratados como fotografia fiel da disputa, muito menos como elemento determinante para projeções eleitorais definitivas. Em síntese, a atual conjuntura sugere mais cautela do que alarme. A proximidade numérica apontada por pesquisas frágeis diz mais sobre o ambiente de disputa narrativa do que sobre uma mudança estrutural no eleitorado. O jogo real começa após as convenções. Até lá, o excesso de números pode confundir mais do que esclarecer. #PesquisasEleitorais #EleiçõesPresidenciais #AnálisePolítica #ConjunturaEleitoral #Lula #FlávioBolsonaro #PesquisaDeOpinião #JornalismoPolítico #Democracia #Eleições2026