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ITAN DE OBÁ – O AMOR QUE SE CALOU, O SACRIFÍCIO QUE ECOA Este vídeo apresenta um dos itáns mais comoventes e simbólicos da mitologia yorùbá: a história de Obá, a orixá da lealdade, da coragem silenciosa e do amor profundo que não exige aplausos. Diferente de narrativas simplificadas, este itán carrega camadas espirituais, sociais e emocionais que atravessam o tempo e continuam a dialogar com a experiência humana. Obá era uma das esposas de Xangô, o rei da justiça e do trovão. Guerreira, estrategista e firme, Obá amava com intensidade e entrega. Porém, seu amor era discreto, distante do brilho e da sedução que marcavam Oxum, senhora das águas doces, da vaidade, da beleza e da inteligência emocional. Enquanto Oxum dominava a arte da palavra e do encanto, Obá expressava seu afeto por meio da lealdade, da presença e do sacrifício. Em determinado momento, tomada pela insegurança e pelo desejo de compreender o segredo do amor de Xangô por Oxum, Obá se aproxima da orixá das águas e pergunta como ela havia conquistado tamanha atenção do rei. Oxum, percebendo a ingenuidade e a devoção de Obá, oferece um conselho enganoso: diz que Xangô se apaixonara ainda mais por ela após cozinhar com um ingrediente especial — parte da própria orelha. Sem compreender a metáfora, o jogo simbólico ou a intenção por trás da fala, Obá leva o conselho ao extremo. Movida por amor, entrega e fé, ela corta a própria orelha e prepara o alimento para Xangô, acreditando que aquele sacrifício seria a prova definitiva de sua devoção. Ao perceber o ato, Xangô se assusta, rejeita o gesto e se afasta, incapaz de compreender a profundidade daquela dor silenciosa. A partir desse momento, Obá se recolhe. Seu silêncio não é fraqueza, mas transmutação. Ela abandona o convívio social, passa a ocultar o lado do corpo ferido e transforma sua dor em sabedoria. É nesse recolhimento que Obá se torna senhora dos rios turbulentos, das águas que correm em silêncio, mas carregam força devastadora. Sua orelha cortada passa a ser símbolo de tudo aquilo que foi dado sem ser pedido, de tudo que foi suportado sem ser visto. Este itán não fala apenas de rivalidade entre mulheres. Ele revela as armadilhas do amor não correspondido, os riscos da comparação, a dor causada pela manipulação e a importância do autoconhecimento. Obá nos ensina que o amor que exige mutilação não é amor, e que a verdadeira força nasce quando a mulher se retira do lugar onde sua dor é invisível. Ao contar esta história, honramos a memória ancestral africana e reafirmamos o valor das narrativas que moldaram a espiritualidade afro-diaspórica no Brasil. Obá permanece viva como símbolo de dignidade, resistência e respeito por si mesma. Obá não é derrota. Obá é consciência. Obá é a força que aprende a se proteger. Axé.