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Nessa série de vídeos apresentamos o livro da psicanalista Neusa Santos Souza, "Tornar-se negro: as vicissitudes do negro brasileiro em ascensão social". A psicanálise ao longo de sua história, inclusive e principalmente no Brasil, pouco discutiu a questão racial e o racismo, esquecendo-se de que nasceu de um judeu perseguido pelo regime nazista, membro de um povo que sempre foi considerado pelo Ocidente branco um povo menor, racializado. Neusa Souza retoma o problema racial em psicanálise a partir do contexto do negro e negra brasileiros, levantando o recalque da comunidade psicanalítica para essa questão. O problema que Neusa quer discutir é sobre a violência constante, contínua e cruel contra os negros e negras. Tal como o conceito de pulsão em psicanálise, definido como uma força constante, Neusa quer discutir essa pulsão de morte, essa linha de abolição dos brancos contra os corpos negros, para que suas imagens, palavras e afetos, suas criações, desapareçam do laço social - principalmente daqueles que ascendem socialmente, recusando seu lugar de subalternidade "natural". No entanto, o ideal do eu branco, que coloca todos na falta, é particularmente cruel na medida em que se coloca como um ideal social e subjetivo inalcançável para o povo preto, que jamais poderá, nem mesmo de maneira imaginária, estar ao seu alcance. Esse mesmo branco e seu ideal produz pela cultura o massacre constante dos negros e negras, a violência racial nas suas formas mais patentes, mas também em suas formas mais sutis e venenosas, latentes, não ditas ou mal ditas, mas sempre praticadas, constituindo a própria reprodução do laço social brasileiro e sua ilusão de democracia racial. Invertendo o sentido da racialização, vemos que a violência racial é oriunda dos brancos, malgrado o recalque do seu desejo, protegidos pelo seu narcisismo imaginário de se considerarem bons, e da projeção dos seus desejos recalcados (agressivos e sexuais) contra o provo preto, tornados objetos e dessubjetivados. Na semana que vem, traremos a segunda parte dessa série, aprofundando sobre o tema do "ideal do eu branco"