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Iniciámos o dia ao nascer do sol, com condições ideais para trabalhos de campo: luminosidade elevada, humidade residual baixa e temperatura amena. A primeira intervenção foi a retoma da poda seca das videiras, já na fase final. Esta operação é essencial para o equilíbrio vegetativo‑produtivo da planta, garantindo uma distribuição adequada de varas e talões, promovendo a renovação de braços e controlando o vigor para a próxima campanha. Em simultâneo, procedemos ao controlo mecânico de infestantes junto dos enxertos realizados no ano anterior. Estes enxertos apresentavam excelente calo de união e vigor vegetativo, pelo que a remoção manual das ervas foi fundamental para evitar competição por nutrientes, água e luz, além de reduzir o risco de doenças criptogâmicas. No interior da vinha, realizámos a poda de formação e limpeza de sobreiros espontâneos que coexistem com a cultura, preservando a biodiversidade mas evitando sombreamento excessivo. Num dos muros, removemos cana‑arundo (Arundo donax), uma espécie invasora que provoca forte competição e cria zonas de sombra prejudiciais ao microclima da vinha. Passámos depois às figueiras. Na figueira de pingo‑de‑mel, recolhemos rebentos com raiz (propagação vegetativa por estaca enraizada) destinados à expansão da nossa avenida das figueiras, junto ao poço. Debaixo de um dispenseiro, identificámos mais rebentos viáveis e procedemos ao transplante imediato. Na figueira de figo preto “3 um quilo”, recolhemos igualmente material vegetativo para plantação futura na minha quinta. A propagação anual de árvores de fruto faz parte da nossa estratégia de renovação contínua do pomar e aumento da diversidade genética. Após o almoço, dedicámo‑nos a uma tarefa crítica nesta época: a instalação de armadilhas de captura precoce para Vespa velutina nigrithorax (vespa asiática). A captura das fêmeas fundadoras é determinante para reduzir a formação de ninhos primários, que mais tarde evoluem para ninhos secundários de grande dimensão. Graças a esta estratégia de controlo integrado de pragas, aplicada todos os anos no mês de fevereiro, não têm sido detetados ninhos ativos na quinta nesta fase inicial da época. Para concluir o dia, aplicámos adubação orgânica de manutenção nas laranjeiras plantadas no ano passado. Utilizámos um composto orgânico enriquecido com fosfato de ferro e calcário agrícola, visando melhorar a estrutura do solo, corrigir ligeira acidez e fornecer micronutrientes essenciais ao desenvolvimento radicular. Esta adubação contribui para um crescimento mais robusto e para a futura produtividade do pomar. Foi um dia de operações técnicas intensivas, mas fundamentais para garantir a sanidade, produtividade e sustentabilidade ecológica da Quinta do Vale.