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Vida de chofer não é novela, não. Quando a gente acha que vai puxar um filé e voltar sem Q R M, aparece uma bucha que muda tudo. Eu tava de boa, fazendo média, Scania R450 vermelho redondo, viatura alinhada, ouro líquido contado no dedo… e de repente aquele tec-tec estranho vindo da caixa. Pensei: “é bicheira querendo nascer”. Encostei no tapete preto, vagalume ligado, eu na liga, mas com aquele frio subindo pelas costas. Chofer… cê tá doido. Não era carga solta. Não era marmita no fogão de pobre. Era destino escondido debaixo do meu bruto. E na estrada, quando o problema respira… não é só mecânica. É história querendo carona. — Segura, Valente… segura… Eu falei isso com os dentes travados, enquanto o volante do meu Scania R450 vermelho tremia na minha mão. A carreta deu uma leve sambada quando a barra móvel da frente freou de uma vez. Pé de breque desgraçado. Eu puxei pro lado, quase arrancando tinta do guard-rail. O vagalume piscando forte. Coração batendo no talo. Silêncio. Só o motor roncando grosso, firme. Viatura boa é outra conversa. Olhei pelo retrovisor. A barra móvel já tinha sumido no tapete preto da B R CENTO E DEZESSEIS, como se nada tivesse acontecido. Eu respirei fundo. Passei a mão no painel, como quem acalma um cavalo bravo. — Eu tô na liga, eu tô na brisa, chofer… — murmurei pra mim mesmo. Vida de caminhoneiro é isso. Um segundo de distração e você vira estatística na botina preta. Soltei o freio devagar e voltei pra pista. O Scania respondeu macio. Bruto alinhado. Ouro líquido no ponto. Nada de banguela em descida, nada de ganância do cabrunco. Aprendi cedo que a estrada não perdoa cupim de aço. Eu tenho 38 anos. Vinte deles no batente. Já puxei de tudo: areia doce, grão de ouro, suco de pica-pau, até bomba d’água em safra braba. Já voltei batendo lata e já peguei filé que pagava a viagem e ainda sobrava pra cristal. Cristal… Faz três anos que a minha foi embora. Não aguentou a vida de grega, de saudade, de dois metros horizontais em posto barulhento. Não culpo ela. Estrada não é pra todo mundo. Mas desde então, a boleia ficou mais silenciosa. O rádio PX chiou. — Q R G, Q R G, alguém copiando na CENTO E DEZESSEIS? — uma voz de lambari tentou espaço. Eu ajustei a vara de pescar, dei uma modulada curta: — Copiado, parceiro. Tudo limpo por aqui, só barra móvel fazendo média na frente. — T K S, doutor. Desliguei. Não sou muito de conversa. Prefiro corujar. Estrada demais ensina a economizar palavra. Passei por um trecho de top pesado. Reduzi no tempo certo. Nada de forçar o bruto. Vi muito farofa achando que era tubarão e ficando pitimbado na subida. Eu não. Eu respeito o tapete preto. O cheiro de diesel misturado com café velho subia da térmica no porta-copos. Chá de urubu forte, do jeito que acorda até cristalina birrenta. Dei um gole. Amargo. Bom. O dedo-duro marcava redondo. Tudo sob controle. Mas controle é ilusão. Quando o asfalto abriu numa reta longa, o vento começou a bater de lado. Bruxa fina, dessas que empurra a carreta devagarinho. Segurei firme. O volante vibrou de novo, mas dessa vez não era susto. Era aviso.