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Livro: Lucas Capítulo: 5 Versão: Almeida Revista e Atualizada 00:00 Reflexão 00:48 Leitura do capítulo 📘 Introdução: O capítulo 5 de Lucas demonstra a autoridade única de Jesus através de uma série de encontros transformadores. Ele revela Seu poder sobre a natureza, o pecado, a doença e as convenções sociais, chamando discípulos e confrontando a compreensão religiosa tradicional. 📝 Resumo: Jesus chama Seus primeiros discípulos após uma pesca milagrosa (vs. 1-11). Cura um leproso e ordena-lhe que siga a Lei mosaica (vs. 12-16). Perdoa e cura um paralítico, enfrentando a acusação de blasfêmia dos escribas e fariseus (vs. 17-26). Chama o publicano Levi para segui-Lo e come com pecadores, defendendo que veio chamar os doentes, não os sãos (vs. 27-32). Responde a uma questão sobre o jejum, explicando que Sua presença exige nova forma de celebrar (vs. 33-39). ❗O capítulo é muito longo para ser colocado aqui, então deixo alguns dados interessantes sobre o capítulo 5 de Lucas. Obrigado por se inscrever neste canal e dar seu like. Deus o abençoe. 💭 Dados interessantes: 1. A Pesca Maravilhosa (v. 1-11) A cena acontece no lago de Genesaré (Mar da Galileia). Pedro, o pescador profissional, havia trabalhado a noite inteira sem sucesso (v.5). O horário de pesca com redes era à noite. Jesus pede que lancem as redes "em pleno dia", contrariando a lógica humana. A pesca milagrosa é tão grande que "as redes se rompiam" (v.6). 2. "Afasta-te de Mim, Senhor" (v. 8) A reação de Pedro ao milagre não é de alegria, mas de terror e convicção de pecado: "sou pecador". Ele percebe que está na presença do Santo. Sua exclamação, "Afasta-te de mim", ecoa as palavras de homens como Isaías (Is 6:5) e Jó (Jó 42:5-6) ao encontrarem-se com Deus. 3. "De hoje em diante serás pescador de homens" (v. 10) Jesus transforma a metáfora: Pedro não mais "capturará" peixes para a morte, mas "pescará" pessoas para a vida. O verbo usado ("serás pescador") está no tempo futuro, indicando uma missão contínua e transformadora. 4. A Cura do Leproso (v. 12) O leproso quebra todas as regras de distanciamento (Lv 13:45-46) e se aproxima, dizendo "Senhor, se quiseres, podes purificar-me". Sua fé está na vontade de Jesus. Ao "estender a mão e tocá-lo" (v.13), Jesus se contamina ritualmente, mas sua santidade purifica o homem. A ordem de mostrar-se ao sacerdote (v.14) era um testemunho oficial da cura. 5. O Paralítico Baixado pelo Telhado (v. 19) As casas na Palestina tinham telhados planos de vigas de madeira cobertas com ramos e barro. O grupo "descobriu o telhado" (removendo parte da camada) para baixar o paralítico. A fé criativa e obstinada deles impressiona Jesus. Ele primeiro declara o perdão dos pecados (a maior necessidade), causando polêmica com os escribas. 6. "Qual é Mais Fácil?" (v. 23) Jesus faz uma pergunta teológica profunda: "Qual é mais fácil? Dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?". Perdoar pecados é invisível, enquanto curar é visível. Para provar sua autoridade para perdoar (algo só Deus pode fazer), ele realiza o milagre visível. O paralítico carregando sua "macinha" (v.25) é a prova viva. 7. O Chamado de Levi (v. 27) Levi (Mateus) era um "publicano", coletor de impostos a serviço de Roma, desprezado como traidor e impuro. Jesus o chama com a mesma autoridade com que chamou os pescadores. A resposta é imediata: "deixando tudo, levantou-se e o seguiu" (v.28). 8. O Grande Banquete na Casa de Levi (v. 29) Levi dá um "grande banquete" em sua casa para Jesus, convidando uma multidão de "publicanos e outros". Banquetear-se com alguém na cultura judaica significava comunhão e aceitação. Os fariseus questionam por que Jesus come com "pecadores". Sua resposta é famosa: "Não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento" (v.32). 9. Os Novos Retalhos e os Odres Novos (v. 36-39) As duas parábolas (remendo de pano novo em veste velha e vinho novo em odres velhos) ilustram a incompatibilidade entre a nova realidade do Reino trazida por Jesus e as estruturas rígidas do judaísmo farisaico. O "vinho novo" (o evangelho) exige "odres novos" (nova mentalidade e comunidade). A ARA traduz bem o provérbio final: "Diz: É bom o velho" (v.39), mostrando a resistência humana à novidade de Deus.