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Livro: Lucas Capítulo: 6 Versão: Almeida Revista e Atualizada 00:00 Reflexão 00:44 Leitura do capítulo 📘 Introdução: O capítulo 6 de Lucas concentra-se no ensinamento radical de Jesus sobre o Reino, apresentando princípios éticos que invertem os valores do mundo. Ele começa com conflitos sobre a Lei e culmina no Sermão do Monte (na planície), que estabelece as bases para uma comunidade centrada no amor incondicional. 📝 Resumo: Jesus defende Seus discípulos por colherem espigas no sábado, declarando-se "Senhor do sábado" (vs. 1-5). Cura um homem com a mão atrofiada num sábado, diante da oposição dos fariseus (vs. 6-11). Escolhe os Doze apóstolos (vs. 12-16). No Sermão, proclama as bem-aventuranças e os ais, ensina a amar os inimigos, a não julgar e a construir a vida sobre a obediência à Sua palavra (vs. 17-49). ❗O capítulo é muito longo para ser colocado aqui, então deixo alguns dados interessantes sobre o capítulo 6 de Lucas. Obrigado por se inscrever neste canal e dar seu like. Deus o abençoe. 💭 Dados interessantes: 1. Espigando no Sábado (v. 1) Os discípulos "colhiam e comiam espigas, debulhando-as com as mãos". De acordo com a Lei (Dt 23:25), era permitido colher espigas da sebe do vizinho para matar a fome, mas os fariseus consideravam isso "colher" e "debulhar", atividades de trabalho proibidas no sábado. Jesus defende os discípulos com o exemplo de Davi, priorizando a necessidade humana sobre o ritual. 2. A Cura da Mão Ressecada (v. 6-10) Lucas, o médico, identifica a condição como "sua mão direita ressequida" (v.6). A mão direita era simbolicamente a mão da ação, da força e da aliança. Curá-la no sábado era um ato de restaurar a capacidade de trabalho e sustento, um "fazer o bem" que Jesus prioriza. Ele olha para todos "em redor" (v.10) antes de agir, desafiando publicamente sua hipocrisia. 3. A Noite de Oração Antes de Escolher os Doze (v. 12) Lucas destaca que Jesus "passou a noite toda em oração a Deus" antes de escolher os doze apóstolos. Essa é uma das mais longas vigílias de oração registradas na vida de Jesus. Mostra a importância eterna daquela decisão e seu total dependência do Pai para a formação do núcleo da Igreja. 4. O Sermão do "Plano" (v. 17) Lucas situa o sermão em um "plano" (lugar plano), diferentemente do "monte" de Mateus. Isso pode refletir um momento diferente ou o estilo literário de Lucas, que enfatiza a acessibilidade do ensino de Jesus ao povo comum que o buscava para ser curado (v.17-19). 5. As Bem-Aventuranças e os "Ais" (v. 20-26) Lucas apresenta quatro "bem-aventuranças" contrastadas com quatro "ais". Sua versão é mais social e econômica ("pobres", "famintos", "que choram") do que a de Mateus ("pobres em espírito"). Os "ais" são dirigidos diretamente aos ricos, fartos e celebrados, refletindo a inversão de valores do Reino. 6. "Amai os Vossos Inimigos" (v. 27) O ensino de Jesus é radical: "amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam" (v.27). A palavra grega para "amai" é agapaō, que se refere a um amor de decisão e ação, não a um sentimento. O exemplo dado é divino: Deus "é benigno até para com os ingratos e maus" (v.35). 7. A Regra de Ouro (v. 31) Apresentada positivamente: "como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles". No judaísmo, esta regra já existia em forma negativa ("não faças ao outro..."). A formulação positiva de Jesus é mais ativa e exigente, convidando à iniciativa do bem. 8. O Juiz e a Trave (v. 41-42) A hipérbole humorística do "cisco no olho do teu irmão" versus a "trave no teu próprio" é exclusiva de Lucas e Mateus. A imagem é absurdamente vívida: alguém com uma grande viga de madeira no olho tentando realizar uma delicada cirurgia ocular no outro. É uma crítica à hipocrisia e à tendência de julgar. 9. A Árvore e o Fruto (v. 43-45) Jesus usa a analogia agrícola: uma árvore boa não dá fruto ruim. O ponto central está no verso 45: "a boca fala do que está cheio o coração". A fala ("do bom tesouro" ou do mau) revela a verdadeira natureza interna da pessoa. A ética cristã começa com a transformação do coração. 10. Os Dois Alicerces (v. 46-49) A parábola final contrasta quem "ouve e pratica" com quem "ouve e não pratica". A diferença não é visível até a provação ("a torrente"). O homem sábio cava "fundamento sobre a rocha". Em Lucas, a rocha é obedecer às palavras de Jesus. A casa que resiste é a vida construída na obediência prática.