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📚 História da educação e da pedagogia - Maria Lúcia de Arruda Aranha | compre 👉https://amzn.to/3ZPVsAt Curso Prova Nacional Docente 👉 Acesse aqui: https://go.hotmart.com/D103811604S?dp=1 📘 Apostila da Prova Nacional Docente Material de apoio essencial para estudar com organização e segurança. 👉 Link: https://go.hotmart.com/X103812284Y?dp=1 ________________________________________ 🎒 Materiais Pedagógicos para Professores 📅 300 Planos Diários – Maternal (2026) Planejamentos prontos, alinhados à BNCC e pensados para facilitar sua rotina. 👉 Acesse: https://go.hotmart.com/O103811076A?dp=1 ✏️ Curso Do Zero à Alfabetização Ideal para quem deseja compreender e aplicar o processo de alfabetização com segurança e embasamento. 👉 Link: https://go.hotmart.com/M103811101K?dp=1 A ideia de escola costuma parecer algo natural, quase eterna, como se sempre tivesse existido. No entanto, o livro História da Educação e da Pedagogia, de Maria Lúcia de Arruda Aranha, desmonta essa ilusão ao mostrar que a escola é uma invenção histórica, criada em contextos específicos para atender interesses e necessidades igualmente específicos. Durante a maior parte da história da humanidade, simplesmente não existiram escolas como as conhecemos hoje. Nas sociedades tribais, predominava o que a autora chama de educação difusa. O aprendizado acontecia por meio da vida cotidiana: as crianças aprendiam observando, imitando e participando das atividades da comunidade. Não havia professores, salas de aula ou horários fixos. A formação era integral, envolvendo aspectos práticos, culturais, simbólicos e morais, sem separação entre saberes. O exemplo, e não o castigo, era a base da educação, o que revela uma concepção profundamente diferente de infância e aprendizagem. Esse modelo começa a se tornar insuficiente quando as sociedades se tornam mais complexas. O surgimento do Estado centralizado e, principalmente, da escrita, marca uma virada decisiva. A escrita nasce como instrumento de controle administrativo e fiscal, não como expressão artística. Seu domínio exigia anos de estudo, o que restringiu o acesso ao conhecimento a uma pequena elite letrada. Assim, o saber deixa de circular livremente e passa a ser monopolizado, tornando-se fonte de poder político e religioso. É nesse contexto que surge a escola formal, inicialmente como um espaço exclusivo, destinado a formar escribas e administradores. Desde a origem, estabelece-se um dualismo educacional: uma educação para quem governa e outra — ou nenhuma — para quem obedece. A escola nasce, portanto, como um filtro social e um mecanismo de manutenção das hierarquias. A Grécia Antiga representa uma ruptura importante nesse percurso. Com o ideal da paideia, a educação passa a ser pensada como formação integral do ser humano e do cidadão. Ainda assim, havia diferenças marcantes: em Esparta, a educação era estatal e voltada para a formação do guerreiro; em Atenas, buscava-se o equilíbrio entre corpo, intelecto e participação política. É nesse contexto que surge o termo escola, derivado de scholé, que significava tempo livre dedicado ao pensamento. Filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles aprofundaram a reflexão educacional. Sócrates propôs o diálogo e a dúvida como método; Platão vinculou educação e política; Aristóteles enfatizou a formação da virtude e da felicidade por meio do hábito. Ao final dessa trajetória histórica, emerge uma tensão que permanece atual: a educação deve formar apenas para funções práticas ou para a vida em sua totalidade? Essa pergunta segue no centro dos debates educacionais até hoje.