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MÁRIO SOARES: O LUTADOR QUE FEZ DA POLÍTICA O SEU DESTINO Figura central da história contemporânea de Portugal, Mário Soares (1924 – 2017) foi muitas vezes descrito como «um literato frustrado que caiu na política». Mas a verdade é que poucos políticos portugueses deixaram uma marca tão profunda — e tão permanente — na vida democrática do país. Advogado, resistente antifascista, fundador do Partido Socialista (PS), três vezes primeiro ministro, duas vezes Presidente da República, Soares foi homem de confrontos, alianças improváveis, grandes gestos públicos e íntimas contradições. A sua biografia é, no fundo, um retrato de Portugal no século XX. O menino frágil que descobriu a voz Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa, no seio de uma família republicana e liberal. A infância, vivida sob o peso de uma saúde frágil: o menino asmático, prestes a adoecer, e, consequentemente, do protecionismo familiar, seria temperada pela influência marcante do pai, João Lopes Soares, republicano, católico progressista, pedagogo, antigo ministro das Colónias e opositor da ditadura militar, que o colocava em cima de um banco e lhe pedia: «Faz lá um discurso». Daí terá nascido, talvez, a confiança oratória que sempre o acompanhou. Cedo se envolveu nas lutas estudantis e na resistência ao Estado Novo. Na Faculdade de Letras estudou Ciências Histórico Filosóficas e depois Direito, sendo preso repetidas vezes pela PIDE, a polícia política repressiva do regime ditatorial do Estado Novo: 12 detenções, três anos de encarceramento no total. Do comunismo ao socialismo democrático Aos vinte anos aproximou se do Partido Comunista Português, influenciado por Álvaro Cunhal. Foi membro do Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF) e do Movimento de Unidade Democrático Juvenil (MUD Juvenil). Com o tempo afastou se do dogmatismo comunista, aproximando se de uma visão democrática do socialismo. Em 1964, funda a Ação Socialista Portuguesa (ASP), que mais tarde, em 1973, daria origem ao Partido Socialista, do qual seria o primeiro secretário geral. Casamento com Maria Barroso Casou por procuração, na prisão do Aljube, a 22 de fevereiro de 1949 – ainda antes de se formar e logo após a campanha do general Norton de Matos à Presidência da República (em que foi secretário da Comissão Central) –, com Maria Barroso, atriz, professora e ativista política e social, tendo sido uma das fundadoras do Partido Socialista. Tiveram dois filhos: João, que seguiu a carreira política; e Isabel, psicóloga e professora do Colégio Moderno, onde sucedeu a sua mãe como diretora. O advogado aguerrido Advogado combativo, defendeu presos políticos, incluindo o próprio Cunhal e a família de Humberto Delgado (candidato à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás), desempenhando papel essencial na denúncia do assassinato do general pela polícia política. Exílio, regresso e o 25 de Abril Deportado para São Tomé em 1968, exilou se em Paris em 1970. Foi aí, na capital francesa, que se consolidou o núcleo socialista português. Regressou ao país dias depois da Revolução dos Cravos, no chamado «Comboio da Liberdade». Rapidamente se tornou o principal líder civil do campo democrático durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), enfrentando a influência comunista e garantindo a vitória do PS nas primeiras eleições livres de 1975. Ministro, chefe de governo e o caminho para a Europa Foi ministro dos Negócios Estrangeiros dos Governos Provisórios e negociou a descolonização. Assumiu o cargo de primeiro ministro em três períodos: 1976 – 1978, 1978 e 1983 – 1985. Neste último, liderou um governo de bloco central (PS PSD) e enfrentou severas dificuldades económicas, levando Portugal a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) pela segunda vez. O seu papel decisivo foi a negociação que conduziu à entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE), consumada em 1986 –organização que passou a designar-se oficialmente União Europeia (UE), com a entrada em vigor do Tratado de Maastricht, a 1 de novembro de 1993. A Presidência e a consagração política Em 1986, após uma disputada campanha contra Freitas do Amaral, Mário Soares torna se o primeiro Presidente da República civil do pós 25 de Abril. Foi reeleito em 1991 com maioria esmagadora. Criou as «presidências abertas», percorrendo o país para ouvir diretamente os cidadãos, inaugurando um estilo de proximidade institucional. A sua liderança presidencial, durante uma década, coincidiu com a consolidação europeia e com uma nova etapa de desenvolvimento democrático. (...)