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PLÁGIO: ENTRE A IMITAÇÃO E O CRIME INTELECTUAL — EÇA DE QUEIRÓS E OS MUITOS «RÉUS» DA HISTÓRIA O plágio acompanha a história da criação intelectual desde os seus primórdios. Muito antes de a palavra adquirir o peso ético e jurídico que hoje carrega, imitar era parte natural do processo artístico. A Antiguidade encarava a apropriação como homenagem; a Idade Média via a como continuidade; a Modernidade transformou a em infração. No século XXI, num tempo em que a circulação de informação é instantânea, o plágio tornou-se um risco constante e altamente escrutinado — uma «sombra» capaz de arruinar carreiras em literatura, jornalismo, ciência, política, música... Hoje, a prática é definida como a apropriação não autorizada de palavras, ideias ou estruturas intelectuais alheias, apresentadas como originais. Considera se falta ética grave e, nalguns contextos, violação de direitos de autor. As instituições académicas definem várias formas de plágio — direto, por paráfrase, autoplágio, «contrato» (trabalho encomendado), ou plágio assistido por Inteligência Artificial, recentemente identificado como novo campo problemático. Mas se a teoria atual é rigorosa, a prática — ao longo da história — foi sempre mais ambígua. Entre influência, homenagem, citação imperfeita ou cópia pura e simples, o limite nem sempre foi claro. Eça de Queirós é disso exemplo. Eça de Queirós: acusado antes de ser imortal Muito antes de integrar o cânone literário português, Eça de Queirós enfrentou acusações de plágio. Em 1867, quando era redator único do jornal Distrito de Évora, a Folha do Sul acusou-o de ter copiado Victor Hugo. A discussão foi pública e acesa: num texto em que Eça criticava o rival, este respondeu comparando expressões do escritor português com frases de Os Miseráveis (1862), alegando uma «admirável semelhança» entre os trechos. Eça devolveu com ironia: seria «injusto» acusá-lo de inspirar-se num grande espírito apenas para desdenhar um pequeno jornal. Este episódio precoce mostra como, mesmo nos seus inícios, Eça transitava no espaço movediço entre influência e apropriação — território onde, como demonstram inúmeros casos históricos, muitos criadores se perderam, foram acusados ou se defenderam no fio do génio e da imitação. Plágio: uma constante na história da criação A história literária e artística está repleta de acusações — algumas fundamentadas, outras exageradas, outras ainda expressão de rivalidades. Virgílio terá plagiado Énio; Camões terá bebido demasiado em Virgílio; Shakespeare apropriou se de dramas pré existentes; Racine e Corneille reinventaram tragédias gregas; Dumas foi acusado de sorver capítulos inteiros de Walter Scott. Até Rossini fez troça da própria acusação quando lhe disseram que copiara Beethoven: «Havia de copiar os piores?». O que se chama hoje plágio nem sempre era visto da mesma forma — e a fronteira entre influência e roubo intelectual variou ao longo dos séculos. Casos portugueses: entre a imitação e a controvérsia Embora Portugal não tenha uma longa lista de escândalos de plágio tão mediatizados como os internacionais, a tradição literária e jornalística regista casos frequentes de apropriação, disputa de fontes ou acusações de «paralelismos suspeitos». Alexandre Herculano Acusado por alguns críticos de aproximar A Voz do Profeta (1836 – 1837) às obras de Lamennais — debate que marcou a receção crítica do autor no século XIX. Guerra Junqueiro Segundo Camilo Castelo Branco, teria plagiado integralmente um poema de Luiz Carlos Simões Ferreira — acusação que criou fricções duradouras entre círculos literários da época. Rui de Pina Cronista régio que «bebeu abundantemente» em Fernão Lopes, ao ponto de muitas passagens parecerem mais imitação do que reelaboração. Casos internacionais: do escândalo literário aos tribunais A história recente está cheia de figuras públicas — escritores, músicos, políticos — envolvidas em polémicas de plágio, nalguns casos com consequências devastadoras. Helen Keller Aos 11 anos, foi acusada de reproduzir um conto já existente, The Frost King (1891). O episódio tornou se um dos primeiros escândalos literários de grande visibilidade, mostrando como o plágio pode perseguir até figuras históricas admiradas. Jane Goodall A célebre primatóloga viu o seu livro Seeds of Hope (2013) ser criticado por conter trechos semelhantes a diversos websites e referências. A obra teve de ser revista e republicada com citações corrigidas. George Harrison O antigo Beatle protagonizou um dos casos mais famosos da música: My Sweet Lord (1970) foi considerado demasiado semelhante a He’s So Fine (1963), levando a tribunal e ao pagamento de 587 mil dólares. O caso tornou-se um marco jurídico sobre plágio musical. Jayson Blair Repórter do New York Times, foi responsável por um dos maiores escândalos jornalísticos modernos: inventou cenas, fabricou citações e reciclou reportagens de outros jornalistas sem crédito. A crise levou à demissão de dois editores do jornal. (...)