У нас вы можете посмотреть бесплатно Abecedário de Foucault • 22. Sujeito или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
CASTRO, E. Vocabulário de Foucault: um percurso pelos seus temas, conceitos e autores. Belo Horizonte: Autêntica, 2024. p. 422-425. 1. O Sujeito como forma histórica Para Michel Foucault, o sujeito não é uma substância universal, atemporal ou o ponto de partida do conhecimento (como na tradição cartesiana). Em vez disso, seu trabalho consiste em fazer uma história dos diferentes modos pelos quais os seres humanos se tornam sujeitos. O foco de Foucault não é o poder em si, mas o sujeito como tema central de suas investigações. 2. Os modos de subjetivação A análise de Foucault se concentra nos "modos de subjetivação", termo que ele usa em dois sentidos principais: Sentido amplo (subjetivação como objetivação): refere-se às maneiras como os seres humanos são transformados em objetos de saber e de poder. Foucault identifica três grandes modos históricos deste processo: 1. objetivação pelo saber "científico": como o sujeito se torna objeto de ciências como a linguística (sujeito falante) ou a economia (sujeito produtivo); 2. objetivação pelas "práticas que dividem": processos que separam e classificam os indivíduos, por exemplo, a divisão entre o louco e o são, o doente e o saudável, o criminoso e o bom cidadão; 3. objetivação de si mesmo: a maneira como o ser humano aprende a se reconhecer como sujeito de algo, por exemplo, como um "sujeito de sexualidade". Sentido restrito (subjetivação como ética): ligado aos seus trabalhos tardios, refere-se às "práticas de si". São as formas como os indivíduos ativamente se constituem como sujeitos morais de suas próprias ações, através de técnicas, exercícios e um trabalho sobre si mesmos para transformar seu próprio ser. 3. A Relação com a verdade A constituição do sujeito está intrinsecamente ligada à verdade. Foucault não pergunta "qual é a verdade do sujeito?", mas sim "como o sujeito é constituído através de 'jogos de verdade'?". Para ele, a verdade funciona como um "sistema de obrigações": o sujeito moderno é constituído pela obrigação de descobrir e dizer a verdade sobre si mesmo, especialmente sobre seu desejo e sua sexualidade. Esse processo é chamado de veridicção (o ato de dizer a verdade). 4. Raízes históricas Foucault traça as origens dessa subjetividade moderna nas práticas do cristianismo, como o poder pastoral e a confissão. Com Santo Agostinho, em particular, ocorre a articulação fundamental entre o sujeito de desejo (que deve se decifrar) e o sujeito de direito (que está submetido a uma lei), unindo a obrigação de dizer a verdade sobre si com a codificação das condutas.