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A história da ciência é, em essência, a história da revisão permanente de certezas. Avanços conceituais raramente emergem da aceitação passiva do consenso, mas da disposição em submeter verdades estabelecidas ao crivo do método científico, testando hipóteses, confrontando dados e reconhecendo limites explicativos. É nesse espírito que se torna legítimo e necessário revisitar o tema da suplementação de carboidratos durante o exercício de endurance, um dos pilares mais consolidados da fisiologia do exercício moderna. Embora amplamente corroborada por evidências experimentais e aplicada com sucesso no esporte de alto rendimento, essa prática tem sido questionada por modelos alternativos, em especial aqueles associados à defesa das dietas cetogênicas, notadamente articulados por Tim Noakes e colaboradores. A revisão crítica desse debate revela que a fisiologia humana foi moldada evolutivamente para tolerar longos períodos de escassez alimentar, com elevada capacidade de oxidação lipídica e produção de corpos cetônicos, o que confere plausibilidade biológica à sustentação do exercício prolongado em baixa disponibilidade de carboidratos. Contudo, plausibilidade evolutiva não equivale automaticamente à superioridade funcional em contextos esportivos modernos, nos quais o objetivo central não é apenas sobreviver ou persistir, mas maximizar potência, eficiência mecânica e desempenho competitivo. O cerne da controvérsia reside no papel atribuído ao glicogênio muscular e à glicemia na gênese da fadiga. Enquanto o paradigma clássico enfatiza a depleção do glicogênio como fator limitante periférico, abordagens alternativas reposicionam a hipoglicemia e a ameaça ao suprimento energético cerebral como elementos centrais da fadiga, integrando metabolismo periférico e regulação neural. Evidências clássicas e contemporâneas demonstram que a ingestão de carboidratos durante o exercício não necessariamente poupa glicogênio muscular de forma substancial, mas mantém a glicemia, sustenta a oxidação de carboidratos exógenos e preserva a função do sistema nervoso central. Ao mesmo tempo, estudos recentes mostram que dietas cetogênicas promovem profundas adaptações metabólicas, com elevação expressiva da oxidação de gordura e maior estabilidade glicêmica, podendo sustentar o desempenho em intensidades moderadas e em contextos específicos. Entretanto, quando confrontadas com a totalidade da literatura, essas estratégias revelam limitações claras em cenários que exigem alta potência, variação de ritmo e máxima economia metabólica. Assim, o debate contemporâneo não opõe verdade a erro, mas modelos fisiológicos distintos, cada qual coerente em determinados contextos e insuficiente como explicação universal do desempenho em endurance. Saiba mais em ecofiex.com.br