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O glicogênio muscular ocupa posição central na fisiologia do exercício e no entendimento do rendimento humano em esforços de endurance e de alta intensidade. Desde os primeiros estudos metabólicos do início do século XX, a disponibilidade de carboidratos foi associada à tolerância ao exercício prolongado, inicialmente por observações indiretas relacionadas à dieta e ao quociente respiratório. A introdução da biópsia muscular na década de 1960 representou um marco metodológico decisivo, permitindo a quantificação direta do glicogênio intramuscular e estabelecendo uma correlação robusta entre seu conteúdo inicial e o tempo até a exaustão em exercícios prolongados. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se o paradigma de que a depleção de glicogênio seria o principal fator limitante do desempenho em endurance. Entretanto, avanços experimentais progressivos revelaram inconsistências nesse modelo simplificado. Evidências demonstraram que a fadiga ocorre mesmo quando as concentrações musculares de ATP permanecem relativamente preservadas, desafiando a noção de colapso energético global. Estudos com ingestão de carboidratos durante o exercício mostraram que o desempenho pode ser prolongado sem alterações significativas na taxa de depleção do glicogênio muscular, deslocando parte da explicação da fadiga para a manutenção da glicemia e para a integração músculo–fígado–sistema nervoso central. A partir dos anos 2000, descobertas fundamentais sobre a heterogeneidade do glicogênio muscular transformaram profundamente o campo. Demonstrou-se que o glicogênio é armazenado em compartimentos subcelulares distintos, cada um funcionalmente associado a estruturas específicas da fibra muscular. A depleção preferencial do glicogênio intramiofibrilar revelou-se intimamente ligada à falha do acoplamento excitação–contração, particularmente por meio da redução da liberação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático. Em exercícios de alta intensidade e esportes intermitentes, observou-se que a fadiga emerge da depleção localizada em fibras individuais, mesmo quando o conteúdo médio de glicogênio do músculo permanece moderado. Atualmente, o glicogênio é compreendido como elemento integrador da bioenergética humana, atuando simultaneamente como combustível, modulador funcional e regulador sistêmico do desempenho. Sua quantidade total, sua distribuição espacial, sua interação com o fígado e sua influência sobre o sistema nervoso central formam um sistema complexo que governa a tolerância ao exercício, a fadiga e a adaptação ao treinamento.