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A vida aeróbia é sustentada por um paradoxo central: o oxigênio é simultaneamente indispensável e potencialmente letal. Sua estrutura eletrônica de birradical torna o O₂ altamente eficiente como aceitador final de elétrons na produção de energia, mas também favorece reduções incompletas que geram espécies reativas de oxigênio (ROS). Assim, a própria bioenergética que sustenta a vida cria, inevitavelmente, moléculas capazes de causar dano oxidativo a lipídios, proteínas e DNA. A sobrevivência e a complexificação da vida aeróbia dependeram, portanto, não da eliminação dessas espécies, mas do desenvolvimento de sistemas capazes de controlá-las e utilizá-las funcionalmente. Nesse contexto, os antioxidantes endógenos assumem papel central. Sistemas enzimáticos como superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase e peroxirredoxinas, aliados a tampões redox como a glutationa, permitem que o superóxido e o peróxido de hidrogênio sejam rapidamente convertidos em formas menos reativas. Mais do que simples mecanismos defensivos, esses sistemas conferem controle espacial, temporal e quantitativo às reações redox, tornando possível a vida aeróbia em um ambiente quimicamente oxidante. Sem essa rede antioxidante endógena, o oxigênio deixaria de ser um recurso energético e se tornaria um agente incompatível com a complexidade biológica. No exercício físico, especialmente no endurance, esse paradoxo se manifesta de forma exemplar. A contração muscular aumenta o fluxo metabólico e ativa múltiplas fontes de ROS, incluindo NADPH oxidases, xantina oxidase e vias associadas à mitocôndria e ao metabolismo de catecolaminas. Durante décadas, esse aumento transitório de espécies reativas foi interpretado apenas como fator deletério. Evidências mais recentes demonstram, porém, que a produção aguda e controlada de ROS, em particular do peróxido de hidrogênio, é essencial para as adaptações induzidas pelo treinamento aeróbio. O H₂O₂ atua como mensageiro redox, oxidando reversivelmente resíduos de cisteína em proteínas regulatórias e ativando vias de sinalização que culminam na indução de coativadores transcricionais como o PGC-1α. Esse processo promove biogênese mitocondrial, aumento da capacidade oxidativa e fortalecimento das defesas antioxidantes endógenas. Assim, o treinamento de endurance pode ser entendido como um fenômeno hormético, no qual exposições repetidas a níveis moderados de estresse oxidativo aumentam a tolerância do músculo a cargas oxidativas futuras. O texto também ressalta que tanto o excesso de oxidação quanto estados excessivamente redutores comprometem a homeostase redox. Existe, portanto, uma “dose certa” de estresse oxidativo: suficiente para ativar adaptações positivas, mas não tão elevada a ponto de causar dano estrutural. Essa noção explica por que intervenções que eliminam indiscriminadamente as ROS, como a suplementação crônica de antioxidantes exógenos em altas doses, podem atenuar ou até prejudicar as adaptações ao endurance, ao silenciar sinais redox fisiologicamente necessários. Em síntese, o oxigênio sustenta a vida aeróbia ao mesmo tempo em que impõe riscos químicos inevitáveis. Os antioxidantes endógenos tornaram possível a convivência com esse paradoxo, permitindo que as ROS deixassem de ser apenas agentes de dano e passassem a integrar a linguagem regulatória da célula. No endurance, a adaptação não resulta da ausência de estresse oxidativo, mas da capacidade de produzi-lo, controlá-lo e utilizá-lo de forma precisa, aumentando progressivamente a tolerância do organismo aos radicais livres e sustentando o desempenho em longo prazo. Saiba mais em ecofiex.com.br