У нас вы можете посмотреть бесплатно Lactato Energia e Sinalização 07012026 или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
O lactato ocupa posição central na bioenergética celular e na fisiologia do exercício, não como subproduto indesejável do metabolismo anaeróbio, mas como intermediário essencial na integração entre glicólise, respiração mitocondrial, sinalização metabólica e adaptação ao exercício de endurance. A sua formação resulta diretamente da lógica redox da glicólise: a oxidação da glicose no citosol gera NADH na etapa da gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase, tornando indispensável a regeneração contínua de NAD⁺ para a manutenção do fluxo glicolítico. A reação catalisada pela lactato desidrogenase, ao converter piruvato em lactato, constitui o principal mecanismo de preservação da razão NAD⁺/NADH, especialmente em condições de elevada taxa glicolítica, como nas fibras musculares do tipo II e durante exercícios de alta intensidade relativa. A produção de lactato ocorre amplamente sob condições aeróbias e reflete o descompasso transitório entre a velocidade da glicólise e a capacidade imediata de oxidação mitocondrial, e não a limitação absoluta de oxigênio. O lactato, assim formado, participa de um sistema altamente dinâmico de lançadeiras metabólicas que permitem o transporte de carbono e equivalentes redutores entre compartimentos celulares, tecidos e órgãos. No nível intracelular, o lactato pode ingressar no domínio mitocondrial por meio de transportadores de monocarboxilatos associados ao retículo mitocondrial, especialmente alcançando o espaço intermembranas. Contudo, do ponto de vista funcional e termodinâmico, a conversão lactato–piruvato ocorre predominantemente no citosol, onde a razão NAD⁺/NADH é compatível com a direção oxidativa da reação catalisada pela lactato desidrogenase. A mitocôndria recebe o carbono derivado do lactato principalmente na forma de piruvato, transportado pela proteína transportadora mitocondrial de piruvato, enquanto os elétrons associados ao NADH citosólico são transferidos por meio das lançadeiras malato-aspartato e glicerol-3-fosfato. Esse arranjo preserva o gradiente redox entre citosol e matriz mitocondrial, condição essencial para a eficiência da fosforilação oxidativa. A oxidação final do carbono ocorre no interior da mitocôndria, no ciclo do ácido tricarboxílico e na cadeia respiratória, consolidando o lactato como intermediário funcional entre glicólise acelerada e metabolismo oxidativo. No exercício de endurance, o lactato atua simultaneamente como combustível oxidativo, precursor gluconeogênico e sinalizador metabólico. A capacidade de sustentar altas taxas de produção de lactato sem acúmulo progressivo depende da eficiência dos mecanismos de transporte, oxidação mitocondrial e reciclagem hepática. O treinamento de endurance amplia essa capacidade por meio do aumento da densidade mitocondrial, da expressão de transportadores de monocarboxilatos e da integração do retículo mitocondrial, deslocando o limiar e o estado máximo estável de lactato para intensidades absolutas mais elevadas. Além de seu papel energético, o lactato exerce efeitos regulatórios sobre a partição de substratos, inibindo transitoriamente a oxidação de ácidos graxos por mecanismos mitocondriais e endócrinos, e atua como molécula sinalizadora por meio de receptores específicos e modificações epigenéticas, como a lactilação de histonas. Dessa forma, o lactato emerge como elemento organizador da bioenergética integrativa, conectando metabolismo, sinalização e adaptação, e redefinindo os fundamentos bioquímicos e fisiológicos do desempenho em endurance. Saiba mais em ecofiex.com.br